Se o histórico do MEC (principalmente dos últimos anos), e do nosso sistema escolar como aposta nacional de primeira grandeza, fosse de sensatez, apoiaríamos a decisão de se diferenciar a "educação especial" das "dificuldades de aprendizagem" (tudo dito assim para simplificar).
Mas um país que tem como ministro da Educação uma pessoa que diz que "uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade", e depois dos cortes a eito para além da troika (sublinhe-se que a Educação foi, e é, o sector mais devastado da administração central por vontade do Governo e de Crato), não pode confiar nesta evolução semântica e organizacional. Esta malta só pensa em reduzir, pensarão os mais cínicos que se podem considerar os mais realistas.
É bom que se diga que em Portugal funcionam turmas, e não são poucas, com 28 alunos que deviam ter 22 no máximo. É bom que se diga que nessas turmas, e na maioria dos casos para uma média de 20% desses alunos, existem necessidades de "educação especial" ou para "dificuldades de aprendizagem". É bom que se diga que o processo de mau centralismo de autorização de turmas que o MEC estabeleceu para o ano em curso não aprovou turmas "ilegais". Deixou a aprovação para os órgãos das escolas ou agrupamentos, num gesto de hipocrisia organizacional que se julgava impossível de acontecer. Ou seja, a desconfiança tem toda a legitimidade.
Ninguém acredita no Crato e anteriores. Estão ao serviço do mesmo senhor....
ResponderEliminarQue descobertas sobre Educação especial terá este governo para dar a conhecer, ou para ensinar?Pelo que fizeram até agora !Recomendo-lhes a leitura e estudo do livro "Autonomia para a inclusão - A importância da educação", editado pela Lápis de memórias", de Coimbra
ResponderEliminarSe houvesse sensatez no MEC e no 'grupo de trabalho' a conclusão do estudo teria de ser a oposta! Inúmeros alunos da Educação Especial não têm a resposta adequada. Recentemente essa foi a conclusão do Conselho Nacional da Educação, mas claro que a avaliação do MEC é diferente, porque os seus objetivos são APENAS economicistas.
ResponderEliminarAssim parece.
ResponderEliminarEnfim.
ResponderEliminarExacto.
ResponderEliminarQue tal diferenciar dificuldades de aprendizagem de Dificuldades de Aprendizagem específicas? Será tudo a mesma coisa?
ResponderEliminarÉ uma discussão interessante e importante. Não é tudo a mesma coisa. Numa altura em que se perspectiva a redução de alunos para os próximos anos, aumentam os alunos por turma e não se aposta em mais ensino regular "para todos" nas escolas públicas; é que este último imperativo não se consegue sem condições de realização das aulas.
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