O tratamento dado aos professores pelos últimos governos é de tão baixo nível que já faltam adjectivos.
Quando somos alvo de várias injustiças, e ainda por cima frequentes e prolongadas no tempo, ficamos ainda mais atentos. Para além de nos termos confrontado com um coro generalizado de Lurditas D´Oiro, tivemos agora que gramar com Cratianos e Silenciosos.
Estou a raciocinar por indução através da leitura do badalado texto de hoje, no Público, de Pacheco Pereira sobre a prova de ingresso para os professores contratados. A crónica é forte e justa. É claro que o Lurditas D´Oiro não dá opinião sobre a justeza da prova e nem foi isso que me chamou à atenção. O que me pica a derme é o silêncio "socialista-e-da-esquerda-congénere" que faz do texto de JPP uma voz isolada no mainstream. Já devia estar habituado, sei disso.
Do tal texto retirei o seguinte (ponham os cintos; o bold é meu):
"(...)A história mais recente e que me fez escrever este artigo foi a desfaçatez do truque que o Ministério da Educação usou para marcar os exames aos professores com três dias úteis de pré-aviso, caindo do céu da surpresa no fim de Julho, com grande estrondo. Na verdade, são teoricamente cinco dias, o mínimo exigido por lei, mas só teoricamente. O truque foi pré-assinar um despacho em segredo, no quinto dia divulgá-lo no Diário da República a contar do dia da sua assinatura, para que na prática faltassem, após o anúncio ser conhecido, apenas três dias úteis até ao exame, 17, 18, e 21 de Julho. Professores que já estavam a receber o subsídio de desemprego, que já estavam de férias, e que não sabiam que iam ter um exame para que é suposto prepararem-se, cai-lhes em cima uma data que é já praticamente amanhã. Nem o gado é suposto ser tratado assim, mesmo quando vai para o abate.(...)"
Será o ministro Crato e a sua equipa um grupo de bandarilheiros? Ou serão toureiros de morte?
ResponderEliminarQuanto aos"silêncios" que referes, Paulo, se me permites, picam-me muito mais profundo que a derme: atingem-me mesmo a espinha!
Vivemos num mundo cão!
ResponderEliminarInacreditável, Paulo! E mais uma coisa - na sexta, uma colega ligou para o Ministério e não lhe sabiam dizer em que escola realizava a prova, dizendo que era a sua escola a ter essa indicação, que a escola não tinha... Perdi depois o fio à meada mas fiquei com a ideia de que ligaram para o júri nacional de exames mas que só na segunda-feira a colega conseguia saber em que escola se iria realizar a dira "prova"....
ResponderEliminarcorrijo: dita prova
ResponderEliminarestou convocada para vigiar a prova.
ResponderEliminarEU VOU à reunião sindical
Ah claro, Carlos. Estava a referir-me à tradicional expressão à flor da pele :)
ResponderEliminarExacto Vítima.
Inacreditável Cristina, concordo.
ResponderEliminarForça aí PF.
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