quarta-feira, 9 de julho de 2014

uns eternos arrependidos

 


 


 


 


 


Não se percebe o que tem sustentado o apoio inicial sem limites aos últimos ministros da Educação. O facto torna risível o "discurso dos arrependidos", como se lê hoje no Público, "O pior do Crato", pelas teclas de Carlos Fiolhais. Fiolhais parece que é amigo do ministro, que conhece as suas ideias sobre ensino superior e investigação e que está desiludido.


 


Só que Crato é também ministro do ensino não superior. E quem o conhecia nesses domínios, apressou-se a avisar que Crato estava impregnado de preconceitos contra a escola pública, de elitismo e que nada sabia de gestão escolar onde não se conhece uma frase do seu pensamento. Tudo comprovado. O contágio ao ensino superior e à investigação foi, ao que parece, apenas uma questão de tempo.


 


Até o eduquês, que importou de Marçal Grilo, sempre se pareceu com o do crítico original: uma espécie de versão II que na prática resultava em mais do mesmo. As polémicas à volta do excessivo linguajar das ciências da Educação são apenas uma milionésima parte do inferno informacional em que mergulhou a gestão escolar e os últimos ministros limitaram-se a acrescentar ruído.


 


Será também por padecerem do mesmo desconhecimento, e quiçá dos mesmo preconceitos e por aí fora, que os eternos arrependidos são, para nossa desgraça, os laudatórios iniciais?


 


 

6 comentários:

  1. Se os comentários anteriores se referem ao texto do Paulo, subscrevo inteiramente!

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  2. O Crato é tonto e anda a espalhar que "O ministro da Educação admite que a indisciplina é uma das razões que leva os professores a rescindirem os contratos, mas diz que o "caminho fundamental" não é reduzir as turmas mas disciplinar mais."

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  3. Amanhã faço um post sobre isso. Obrigado Rute.

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