Não se percebe o que tem sustentado o apoio inicial sem limites aos últimos ministros da Educação. O facto torna risível o "discurso dos arrependidos", como se lê hoje no Público, "O pior do Crato", pelas teclas de Carlos Fiolhais. Fiolhais parece que é amigo do ministro, que conhece as suas ideias sobre ensino superior e investigação e que está desiludido.
Só que Crato é também ministro do ensino não superior. E quem o conhecia nesses domínios, apressou-se a avisar que Crato estava impregnado de preconceitos contra a escola pública, de elitismo e que nada sabia de gestão escolar onde não se conhece uma frase do seu pensamento. Tudo comprovado. O contágio ao ensino superior e à investigação foi, ao que parece, apenas uma questão de tempo.
Até o eduquês, que importou de Marçal Grilo, sempre se pareceu com o do crítico original: uma espécie de versão II que na prática resultava em mais do mesmo. As polémicas à volta do excessivo linguajar das ciências da Educação são apenas uma milionésima parte do inferno informacional em que mergulhou a gestão escolar e os últimos ministros limitaram-se a acrescentar ruído.
Será também por padecerem do mesmo desconhecimento, e quiçá dos mesmo preconceitos e por aí fora, que os eternos arrependidos são, para nossa desgraça, os laudatórios iniciais?
Excelente!
ResponderEliminarExcelente! Aprovadíssimo
ResponderEliminarSe os comentários anteriores se referem ao texto do Paulo, subscrevo inteiramente!
ResponderEliminarObrigado aos três.
ResponderEliminarO Crato é tonto e anda a espalhar que "O ministro da Educação admite que a indisciplina é uma das razões que leva os professores a rescindirem os contratos, mas diz que o "caminho fundamental" não é reduzir as turmas mas disciplinar mais."
ResponderEliminarAmanhã faço um post sobre isso. Obrigado Rute.
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