sábado, 13 de setembro de 2014

do caos nos concursos de professores

 


 


 


Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.


 


Haverá, no presente desvario, incompetência com o software e quiçá com o hardware que "crasha" com os acessos.


 


Mas há também um braço que não se deixa torcer por parte dos "empresariais" que desgovernam o MEC há cerca de uma década: aceitar como boa a ideia de lista única por graduação profissional, com manifestação de preferências (hierarquização dos código das escolas ou agrupamentos) por zona pedagógica. A ser assim, seria a eliminação do ruído com os meios que existem.


 


À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.


 


A má burocracia do MEC acrescenta sempre uma qualquer incompetência política por lidar mal com a ideia de lista graduada.


 


Desta vez, a lei da "Bolsa de Contratação de Escola" atribui 50% à graduação profissional e 50% aos tais 3 subcritérios (avaliação curricular), entre os 149 encontrados pelo MEC, definidos para cada horário. A graduação profissional (classificação profissional + tempo de serviço) tem um tecto real de cerca de 43 valores e a avaliação curricular um exacto de 100 pontos (por exemplo: (43 da 1ª + 100 da 2ª) / 2 = 71, portanto, a 1ª vale 30% no máximo). Como se acha a média entre as duas variáveis, desaparecem os 50% para cada uma definidos na lei e os candidatos vêem a classificação mudar de horário para horário. Era mais uma festa se não atingisse a dignidade de milhares de pessoas.


 


 


 


 

9 comentários:

  1. O presidente da Associação Nacional dos Professores Contratados (ANVPC), César Israel Paulo, exigiu nesta sexta-feira ao Ministério da Educação e Ciência (MEC) que divulgue todos os dados que explicam a ordenação dos docentes nas Bolsas de Contratação de Escola (BCE), que classifica como o “mais obscuro dos concursos”. Segundo diz, nas listas, conhecidas esta sexta, “há ultrapassagens de uns professores por outros em centenas de lugares”, "A justiça só pode ser verificada com a publicação dos critérios utilizados em cada escola, da ponderação atribuída a cada e das respostas dos candidatos. Ou, então, inundando o MEC de recursos", disse.

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  2. Em minha opinião, não é obscura, é uma autêntica vigarice. Como é que é possivel um Ministério, tutelado por um professor de Matemática, cometer uma fraude desta!? Como é que é possivel fazer uma seriação correta somando valores com percentagens!? Anda esta gente do MEC a gerir a educação neste País? Qualquer providência cautelar será aceite! Estes iluminados misturam alhos com bogalhos! Vergonhoso! Perguntem à Sociedade Portuguesa de Matemática o que acha desta fórmula de cálculo! Uma verdadeira anedota! Esta questão no futuro é fácil de resolver, senão vejamos, se os professores fosse todos seriados iam sendo colocados por ordem de graduação, conforme as suas preferências e as necessidades das escolas. Da forma que o MEC conduz o processo é uma completa injustiça, criando instabilidade nos professores e aproveitando-se disso para reinar. As escolas precisam é de professores disponíveis e competentes, que não estejam dependentes das estratégias e vigarices deste Governo. Este processo das colocações tem que começar em, meados do mês de julho, prolongar-se até final de agosto. e nesta altura a limar arestas com ajustes pontuais conforme as necessidades. Por muito que me custe fazer a afirmação seguinte é a mais pura das verdades: Com o Governo do PSD as colocações deixaram de sair no dia 31 de agosto para começarem a sair dois dias antes do início das aula!! São factos e tenho documentos que o comprovam. Aliás esses mesmos documentos são públicos por isso é só investigar srs jornalistas.

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  3. Estou de acordo, trata-se de vigarice. O mesmo candidato tem graduações diferentes para cada escola para onde concorreu.

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  4. Existem milhares de erros com a MI que ainda não foram resolvidos e agora esta pouca vergonha com a BCE.
    Sindicatos, jornalistas onde estão?
    Demissão do cRato, Já!

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  5. Não pode ser um erro matemático porque o ministro tem um mestrado e matemática, fez a prova de aplitidão dos profes novos e passou. Só pode ser um erro cunhado.

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  6. Nodo grupo 430, na lista nacional fica a meio da tabela, nº de ordem 314, nº 6697735937. Na lista BCE a colega ultapassa 313 pessoas. Fica colocada no CARTAXO.
    Agrupamento de Escolas Marcelino Mesquita do Cartaxo 1- 59.062
    - Agrupamento de Escolas de Sudeste de Baião 2- 60.687
    - Escola Secundária de São Pedro da Cova, Gondomar 3- 60.937
    - Agrupamento de Escolas de Valbom, Gondomar 3- 58.437
    - Agrupamento de Escolas de Campo Maior 3- 53.187
    - Agrupamento de Escolas da Caparica 3 -53.937
    - Agrupamento de Escolas de Aljustrel 3-54.687
    - Agrupamento de Escolas de Vila Viçosa 3- 52.187
    - Agrupamento de Escolas Drª Laura Ayres, Loulé 4- 51.812
    - Agrupamento de Escolas de Condeixa-a-Nova 4 -56.787
    - Agrupamento de Escolas Baixa-Chiado, Lisboa 4-56.937
    - Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto 4-55.437
    - Agrupamento de Escolas de Resende 4-57.187
    - Escola Secundária Eça de Queirós, Póvoa de Varzim 4-55.187
    - Agrupamento de Escolas Dr. João Araújo Correia, Peso da Régua 4- 52.687
    e esta ...

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