segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

a escola de cavaco silva prevaleceu e disseminou-se

 


 


 


Se há herança que remonta à ditadura do século passado é o medo de existir e de expressar uma opinião contrária ao poder vigente.


 


Na história recente prevaleceu, custe o que custar a admitir, a escola de Cavaco Silva. O não à política, o não à ideologia, o apontar de dedo aos adversários como "os políticos" ou "os revolucionários" fez uma escola recheada, essa sim, de fanatismo ideológico disfarçado de servilismo, cheia de oportunismo e de preconceitos, de "sem-face" e de silenciosas campanhas de bastidores. Não raramente, os "cavaquistas" assegurariam a virtude nos trajes mais cinzentos, o mais do mesmo em respeito à ordem e ao bom nome, as contas "certas" na defesa dos desfavorecidos e, acima de tudo, não fariam ondas em nome do pragmatismo e da obediência às hierarquias. É o que se vê, realmente.

2 comentários:

  1. Uma semana, (senão 3 horas de um jantar), entre as elites das pequenas cidades algarvias e comprovar-se-ia a moldura cultural e ilustração deste texto.
    Não há Cambridge ou Oxford, ou lá onde foi, que vença o leite materno.

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  2. Tenho ideia que é o retrato do país e não apenas nas pequenas cidades.

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