Quem diria que o país que há 41 anos era uma curiosidade turística porque mostrava uma revolução em curso que foi um momento de esperança inesquecível para quem a viveu, consegue, nesta altura, ter como ponto primeiro da sua agenda de preocupações educativas o insucesso escolar, a indisciplina e as faltas dos seus alunos na escolaridade obrigatória.
O que mais entristece, é que se explicarmos isto a um professor de uma qualquer sociedade europeia, encontraremos um ser que nos interrogará: "mas quem são os responsáveis pelas faltas dos alunos? A família? A comunidade local? E faltam injustificadamente? Os miúdos?".
Qualquer membro do mainstream (e na sua concepção mais lata que inclui todos os representados no parlamento e os seus familiares) apontará a escola e deixará o cidadão europeu ainda mais perplexo, mas com mais argumentos para perceber os desvarios das nossas eternas "elites".
E depois há quem queira detalhar e diga que a subida do insucesso escolar (ou do abandono, uma vez que ainda não percebi qual das patologias alarmou as mentes) no básico, por exemplo, se deve aos exames. É desconhecedor estabelecer uma relação directa, mas isso fica para outro post.
Ainda e sempre os efeitos do supremo equívoco iluminista (essa retinta forma de pensamento mágico): a qualidade da escola como causa mais que como consequência do desenvolvimento (social, económico, cívico, moral...).
ResponderEliminarExactamente Lúcio, se me é permitido.
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