Concordo com Sobrinho Simões:
"(...)apostaria(...)na extinção dos jotas e na desprofissionalização dos políticos(...)".
A partidocracia capturou o Estado central mas também as autarquias. Penso que o mais nefasto a nível local é a acumulação de duas ausências nos jotas carreiristas: profissão fora da política e escritos. Como alguém disse, já nem se trata de pedir uns papers "científicos". A exigência mínima são uns escritos com objectivos que possam avaliar as acções para lá das imersões viciadas nos corredores e nos jogos de bastidores.
Revista do Expresso. 18 de Abril de 2015. Página 105.
Conhecendo-se o papel que até hoje tem sido desempenhado por essas vanguardas "iluminadas" da juventude, designadamente no contributo que prestaram para a ascensão ao poder de movimentos e partidos totalitários, cimentando a permanência nesse mesmo poder de ditadores e protegendo, enquanto instrumento do poder, as práticas mais abjectas dos regimes que apoiavam, sempre me questionei sobre a verdadeira utilidade das chamadas "jotas", qualquer que seja a respectiva designação ou partido de que sejam extensão.
ResponderEliminarCom mais de 40 anos disto, um cidadão indigna-se com estas máfias partidárias, cujo o único fim é sacar quanto possam para os seus bolsos, deixando fugir as migalhas necessárias para enganar o eleitor. Muitos saudosistas, que não é caso deste blogue, falam do antigamente. A experiência da 1ªrepublica foi o que foi e um historiador sem medo, se se limitar a analisar a sociedade talvez chegue à conclusão de que o pessoal precisa é de pau e cenoura. É uma conclusão muito triste, mas , em ditadura, a parasitagem é menor e sai mais barata. Claro que o valor da liberdade é supremo e que isto não passam de desabafos. Há que aturá-los, resta-nos a consolação de lhes poder chamar ladrões.
ResponderEliminar"O pavor dos aparelhos partidários em se verem afastados do poder ajudou a cerrar fileiras em torno de um líder falhado e desautorizado até pelo Presidente (Passos) e vergou a um que se quis demitir (Portas)"
ResponderEliminarCompreendo e concordo com a tua opinião, Paulo.
ResponderEliminarMas, se me permites, acho a proposta de Sobrinho Simões mesmo um bocadinho prosaica demais. Mas muito interessante... :)
Os partidos são essenciais à democracia, mas os excessos deram nisto.
ResponderEliminarEnfim.
ResponderEliminarAh, sim. Um bocadinho prosaica demais :), concordo. Mas alguma se pode fazer para contrariar os excessos de profissionalização. Era bom para a democracia, para os partidos e para esse tipo de militantes.
ResponderEliminarColoco a questão de forma aberta e sem qualquer parti pris, e por isso mesmo trago-a a este fórum disponível como estou para discuti-la e ser criticado e contrariado pelas ideias que defendo, sabendo que desde muito novo acompanhei a vida política do meu país, segui atentamente e de perto a formação de alguns partidos e a sua vida em democracia, e acabei um dia, depois de muito maduro politicamente, por me filiar naquele que eu entendia ser o que estava mais próximo das minhas convicções, sem que alguma vez - e contra o conselho de alguns - me tivesse primeiramente filiado numa organização política de juventude.
ResponderEliminarMuitos dos que então me criticaram e que na altura se filiaram e militaram nessas organizações tiveram um percurso académico e profissional semelhante ao meu até ao momento em que o peso da sua filiação juvenil se começou a fazer sentir dentro dos partidos que integraram, aí já com nítida influência, como se veria, no percurso profissional e político que se seguiu. Muitos interromperam os percursos académicos para se profissionalizarem na política antes mesmo de terem adquirido as bases e os conhecimentos mínimos, sublinho, mínimos, que os recomendassem para o exercício de quaisquer funções públicas. Em muitos casos os resultados do exercício dessas funções foi, sem pieguices, desastroso.
A questão resolve-se comprando chupa-chupas a esta rapaziada. Enquanto se lambuzam não chateiam ninguém. Não é necessário um estudo tão profundo para encontrar a forma de resolver esta questão: chupa-chupas para toda a malta!
ResponderEliminarObrigado pelo contributo Rui. Boa reflexão.
ResponderEliminarO assunto não me parece assim tão simples João Almeida. Pode ser um passo para uma ditadura. Têm de ser os partidos a iniciar uma outra lógica.
Apostaria era mesmo na extinção dos partidos! O problema não está só nas jotas , está sim na própria organização partidária!...
ResponderEliminarÉ preciso cuidado, porque os candidatos a ditadores estão atentos: "O presidente não executivo do grupo Jerónimo Martins, Alexandre Soares dos Santos, defendeu neste sábado a qualificação dos “representantes” de Portugal, sejam governantes ou funcionários públicos, apelando ao fim da “destruição” da administração pública pelos “aparelhos partidários”."
ResponderEliminarUm objectivo mais difícil ainda e com resultados imprevisíveis. Se os partidos acabassem com as organizações juvenis e com a tal de profissionalização já seria um qualquer passo. Mas já querem fidelizar os "clientes" ainda no pré-escolar.
ResponderEliminarSem dúvida.
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