domingo, 28 de junho de 2015

ficaremos que nem gregos?

 


 


 


 


Tenho ideia de ter lido algures e concordo: "o plano A do Syriza contava com a social-democracia europeia, mas essa corrente está dominada pelo neoliberalismo: por ideologia ou benesses ilimitadas ou por táctica eleitoral".


 


Por cá não é diferente.


 


Está a "ver-se grego" significa "está a passar um mau bocado". Esta antiga expressão portuguesa deve ser, e repito o post que fiz há dias, bem recordada pelos portugueses. Quando Lagarde diz, hoje, "que o referendo não faz sentido", está a comprovar pela enésima vez a determinação do FMI em passar por cima da democracia. E se o faz com a Grécia por que é que não o fará de seguida com Portugal? Sinceramente, admira-me a disciplina FMI de grande parte dos portugueses com o Governo de Passos à frente.


 


Quem acompanha o blogue há mais tempo sabe que gosto de dar exemplos. Numa fase em que há erros na colocação de professores e em que decorrem as matriculas de alunos, é bom recordar um texto que escrevi há tempos e pensar que o "ver-se grego" é um estado que não preocupa os pequenos FMI que por aí pululam até que os próprios se tornem gregos que é o que acontece nas crises de grande escala.


 


 


Leia este post de 8 de Março de 2015:


 



Abriu o concurso interno de professores e as "inúmeras" vagas negativas têm uma qualquer relação com o mercado escolar. A regra, para o apuramento de vagas, do actual MEC considera 25 horas lectivas para os lugares do 1º ciclo e 22 para os do 2º e 3º ciclos e do ensino secundário. Como existem reduções e outras situações análogas, para além dos cortes a eito de Nuno Crato, as vagas negativas subiram em flecha (o Arlindo Ferreira apura-as aqui) e nem há 3 anos os ultraliberais embriagavam-se com 50 mil professores para a mobilidade.


 


Sejamos claros e peguemos num exemplo: se num grupo de recrutamento (antes da militarização taylorista designava-se disciplinar) existem 4 vagas negativas, só se 5 lugares ficarem vagos é que alguém é colocado nessa escola. Como se sabe, nada disto se relaciona com mobilidade especial e por aí fora. Só quem quiser jogar grãos de areia para as retinas menos atentas é que pode encontrar outra consequência.


 


Um dos concelhos mais mediatizados na relação público-privado do mercado escolar é o das Caldas da Rainha. Nem por acaso, o ranking das vagas negativas coloca um dos seus agrupamentos destacadíssimo em primeiro lugar. Os defensores, mesmo que em voz oculta e articulada, da situação vigente alarmam-se e lá terão construído as tácticas. É muito embaraçoso para a existência das cooperativas de ensino um número elevado de vagas negativas. Aliás, e a par do já descrito neste post, é a conclusão que resta.


 


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6 comentários:

  1. Vejam bem como esta "Europa" é "democrata".
    Mas ás vezes quem nos quer mal acaba por nos beneficiar.
    Acho que fazem muito bem em cortar hoje o financiamento à Grécia, depois admiram-se, que as reacções sejam violentas!!!

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  2. Se o Governo Portugues respeitasse e representasse o povo do seu Pais, os Gregos nao estariam sozinhos nesta situacao. Afinal, so' estao a tentar negociar um orcamento sustentavel da divida. Mas o PSD/CDS e o PS nao sabem o significado de sustentatibilidade. Com o despesismo e corrupcao permitido durante decadas em Portugal, querem matar o Pais a' fome, para pagar o que os partidos do poder roubaram? Quanto a esta Lagart, nao disse ela varias vezes que as medidas de austeridade, nao estao a funcionar? Entao esta' ela a falar para que estupidos?

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  3. Está a marcha um Golpe de Estado contra um governo legitimamente eleito nas urnas. Se o referendo ditar que a Grécia, em último caso, tem de sair do euro, obviamente que o governo grego vai accionar o Plano B, que muito provavelmente passará pelos BRICS, e por Putin. Nessa altura não será de estranhar que os tais pró-democratas de coca-cola na mão, entrem em cena com aquelas habituais manifestações fantoches, ou até provoquem uma guerra civil, se necessário for. Pretende-se com isso decapitar o governo grego e desencorajar outros Syrisas em formação, assustando as pessoas com a desgraça que isso provoca, que ao fim e ao cabo são apenas as represálias sanguinárias já conhecidas na Ucrânia e no Egipto.
    Mas desta vez será perigosíssimo e provavelmente a III guerra mundial será uma realidade. Putin já disse que não permite a ninguém que se assuma como policias e donos disto tudo. As movimentações militares das últimas semanas por parte dos EUA, para aquela zona do globo, tem a ver com a problemática grega …

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  4. e a partir deste ano e próximos, vamos sentir o tsunami do decréscimo demográfico no 2º, 3º ciclos e secundário, iniciado há 10/11 anos. Será o prego final no caixão dos horários...

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  5. Se nada se alterar, assim será proximamente e gradualmente; claro.

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