segunda-feira, 6 de julho de 2015

das atitudes de varoufakis

 


 


No dia seguinte à histórica vitória do não, Varoufakis demite-se com a seguinte argumentação: 


 



"Considero ser meu dever ajudar Alexis Tsipras a explorar o capital que o povo grego nos deu através do referendo. Irei arcar com o ódio dos credores com orgulho".



 


Estes gregos não páram de dar lições. É, realmente, um sinal de esperança. Há dias escrevi assim:


 



"É inigualável a grandeza de quem não se verga para não perder a liberdade. Percebeu-se, desde logo, que os governantes gregos não tinham descido do Olimpo e que estavam determinados a enfrentar a dívida colossal e os indicadores de miséria da Grécia. Revelaram-se preparados para ir ao casino da banca alemã e francesa (não esqueçamos os "Goldman Sachs") e jogar contra os DDT's deste mundo correspondendo ao apelo dos europeus que, contudo, consideravam o combate impossível e destinado ao fracasso na primeira esquina. Os governantes gregos estão a enfrentar o fim da história decretado pelo Eurogrupo. Compreendo os avanços e recuos e desejo que sejam bem sucedidos. Estão a tentar e não se refugiaram nos prognósticos no fim do jogo nem no "não há nada a fazer". Sem precipitações, os casinos assim o exigem, esperemos pelos próximos lances."



 

2 comentários:

  1. Juro que li algures que Mário Draghi, enquanto alto funcionário do Goldman Sachs, teria sido o artesão da maquilhagem das contas gregas para que fosse possível a pertença grega à zona euro. Vendo pelo que comprei e até duvido da veracidade pois que li isto uma vez e nunca mais o ouvi repetido. Presumo que, sendo verdade fosse recorrente referir o assunto. Digo eu!

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