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segunda-feira, 6 de julho de 2015

das atitudes de varoufakis

 


 


No dia seguinte à histórica vitória do não, Varoufakis demite-se com a seguinte argumentação: 


 



"Considero ser meu dever ajudar Alexis Tsipras a explorar o capital que o povo grego nos deu através do referendo. Irei arcar com o ódio dos credores com orgulho".



 


Estes gregos não páram de dar lições. É, realmente, um sinal de esperança. Há dias escrevi assim:


 



"É inigualável a grandeza de quem não se verga para não perder a liberdade. Percebeu-se, desde logo, que os governantes gregos não tinham descido do Olimpo e que estavam determinados a enfrentar a dívida colossal e os indicadores de miséria da Grécia. Revelaram-se preparados para ir ao casino da banca alemã e francesa (não esqueçamos os "Goldman Sachs") e jogar contra os DDT's deste mundo correspondendo ao apelo dos europeus que, contudo, consideravam o combate impossível e destinado ao fracasso na primeira esquina. Os governantes gregos estão a enfrentar o fim da história decretado pelo Eurogrupo. Compreendo os avanços e recuos e desejo que sejam bem sucedidos. Estão a tentar e não se refugiaram nos prognósticos no fim do jogo nem no "não há nada a fazer". Sem precipitações, os casinos assim o exigem, esperemos pelos próximos lances."



 

terça-feira, 25 de junho de 2013

dos professores na linha da frente

 


 


 


 


É histórica esta lição de cidadania dos professores portugueses. É bom que não nos esqueçamos que isto só foi possível porque se impôs mais uma vez a força da razão e porque os professores não são instrumentalizáveis. 


 


Escolhi o vídeo com as declarações do líder da Fenprof. Ouvindo com atenção, percebe-se a dimensão do que foi conseguido que vai ao ponto do novo conceito de serviço lectivo ser aplicado a todos os professores, e não apenas aos que têm horário zero, e das direcções de turma continuarem onde estavam tendo mesmo passado para 100 minutos.


 


Escrevi há tempos que os professores estavam na linha da frente no confronto dos funcionários públicos com este Governo. Até compreendo, embora com falta de pachorra e o estado a que chegámos é elucidativo, que a luta pelo poder tenha um tacticismo macro. Mas não é uma estratégia acertada, a pensar no presente e também no futuro, não atribuir de imediato aos professores uma vitória justa e inquestionável e dá argumentos injustos aos que advogam a instrumentalização dos professores. É que, para além de tudo, estas coisas infantilizam a atmosfera e quem está pelas escolas não aprecia nada a ideia; mais ainda após três semanas de greve às avaliações, de mais uma histórica manifestação e de uma difícil greve aos exames.


 


 


 




sábado, 5 de março de 2011

queda da máscara

 


 


 


Se alguém tinha duvidas, tenho ideia que ficou esclarecido: os professores são os salvadores da pátria. Dá a sensação que são quase os únicos a sofrer cortes nos salários (e desta vez não vou falar das barbaridades não financeiras perpetradas desde 2005) e a discussão à volta da possível revogação da redução curricular - ou redução da massa salarial, para se ser mais realista -, remete o governo para uma defesa que argumenta com a salvação das contas da nação. Divertido, no mínimo.


 


Às tantas, são os efeitos da existência dos movimentos não mainstream.


 


Para os menos crentes nos efeitos das lutas, deixo ficar um cartaz feito por jovens. Uma lição.


 


 


domingo, 14 de fevereiro de 2010

não, não fui nomeado; fui eleito

 


 


 



Foi daqui


 


 


 


Considero-me razoavelmente informado. Ouço rádio, leio livros, vejo alguns programas de informação nos canais de televisão, é raro o dia em que não leio a edição impressa do Público e consulto diariamente vários sítios na internet, quer de jornais online quer de blogues.


 


Quem acompanha este blogue sabe do meu posicionamento ideológico e conhece bem o que penso das políticas educativas perpetradas pelo anterior governo.


 


Não sinto a mais leve necessidade em ler uma qualquer escuta telefónica por mais sensacionalista que seja o anúncio do seu conteúdo - não, não comprei o Sol -.


 


Tenho escrito sobre a desconfiança política em relação ao núcleo duro deste governo e bastou-me ver um ou outro jornal de sexta da TVI para não perder mais um minuto com aquele género de programa de televisão (ia a escrever jornalismo). E por falar em televisão, devo escrever que vi a entrevista na RTP de Armando Vara e que fiquei esclarecido, se é que tal era necessário, quando o senhor afirmou que o empresário Godinho foi ao seu escritório no BCP perguntar pela morada da EDP na capital.


 


Não sei se é da idade, e apesar de continuar um optimista invencível, mas observo-me num registo algo céptico em relação à capacidade da natureza humana para manter um elevado registo ético que abranja a maioria dos cidadãos. Também devo dizer que não tenho pachorra para a facilidade, e com sucesso garantido, com que se anuncia a desgraça - que pode nunca acontecer que não há qualquer problema de credibilidade para o anunciante - e que tem como expoentes máximos Pulido Valente e Medina Carreira.


 


Sou também da opinião que a inveja não pode ter as costas tão largas assim para que não se possa criticar os salários chorudos dos administradores das empresas públicas, jovens golden share ou não, ou de tanta outra malta que anda por aí a contribuir de forma determinante para o défice orçamental ou para a subida da despesa pública.


 


Não gosto de viver num país que chama ditador e encobridor de amigos corruptos ao seu presidente da República ou ao primeiro-ministro e que está há não sei quanto tempo a colocar em causa o carácter do procurador geral da República e do presidente do supremo tribunal de justiça (PSTJ), só porque eles não dizem o que uma parte do país, e da comunicação social, quer.


 


Vi a entrevista do PSTJ na SIC generalista no mesmo dia em que foi entrevistado na RTP. Já nem vi a segunda. Quero acreditar que o senhor fala verdade. Registei um detalhe extremamente importante.


 


A jornalista Clara de Sousa conduziu a entrevista com muito profissionalismo e a certa altura perguntou ao senhor PSTJ:


 


"O senhor foi nomeado?".


 


O senhor PSTJ respondeu com satisfação:


 


"Não, não fui nomeado; fui eleito pelos meus pares".


 


 


Faz toda a diferença, como se sabe. Nesta e em todas as outras situações.

domingo, 21 de junho de 2009