terça-feira, 7 de julho de 2015

grécia em portugal

 


 


 


 


Vi ontem Portas colérico e percebeu-se o desnorte. A maioria deve estar de cabeça perdida e a teoria 19-1 afónica.


 


No PS é o ora-sim-ora-não habitual. Correia de Campos fez, em 2010, uma síntese: conseguiu responsabilizar a melhoria do PISA 2009 (testes em Abril de 2009) com o desmiolado modelo de gestão escolar de Lurdes Rodrigues que só começou um mês depois.


 


A crónica desse tecnopolítico no Público de ontem é de arrepiar. O texto foi escrito antes do referendo grego e na presunção do sim. E anunciou uma certeza: "Na hora do voto, o pensionista e o funcionário público lembrar-se-ão das filas para alcançar três notas de vinte". Falhou redondamente o desejo e é arrasador para o carácter dos governantes gregos, como se pode ler na imagem.


  


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Por outro lado, o Expresso foi de uma parcialidade impressionante. Carlos César do PS levou um baixo por afirmar que "as propostas do Syriza não são radicais e que algumas até são iguais às do PS".


 


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A derrota do Syriza também seria de Costa. Já Passos ganharia de qualquer das formas e o resto foi paisagem.


 



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5 comentários:

  1. Uma boa sequência de textos e imagens do post!

    E afora, para algo completamente diferente, como diziam os Monty Phyton, a reação da direita (e não só) perante o "não" grego.
    Interessante verificar que, após a surpresa do resultado do referendo, aparecem comentadores, jornalistas, académicos e afins a defenderem, com muita subtileza, a ideia que outros gritam alto e bom som - e o discurso vai , mais ou menos neste sentido,:

    1- Sim senhor, o resultado ultrapassou resultados inimagináveis;

    2- Sim senhor, os gregos têm tido muita austeridade em cima e não resultou;

    3- Sim senhor, os credores e a UE e todas as suas instituições têm parte da culpa, tal como a Grécia;

    4- Sim senhor, a dívida grega é impagável se a economia não crescer;

    E agora vem o mais subtil desenlace para isto tudo, dito com muita mágoa:

    A Grécia faria melhor em sair do euro! Ficava muito melhor, apesar de momentos difíceis e imprevisíveis por que teriam de passar. DEviam pensar nisto, o euro é maquiavélico para países como a Grécia. Eu até compreendo a situação, mas vejam lá se saem que vai ser bem melhor para vocês e para nós.

    Na voz de ex-maoistas muito radicais no tempo de Prec e agora voltados ao seu seio, isto quer dizer o seguinte, em versão menos suave, embora menos hipócrita:

    Fora com a Grécia do euro!

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  2. Entretanto, lá fora, a táctica é semelhante:

    "Há alguns na União Europeia que, abertamente ou não, fazem campanha pela saída da Grécia da zona euro. Eu sou contra um 'Grexit'", declarou Jean-Claude Juncker, durante um debate no Parlamento Europeu. (JN)

    "Parece cada vez menos tabu falar abertamente de uma saída da Grécia da zona euro. O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, responsável pelo euro, afirmou à entrada do Eurogrupo que caso o Governo grego não avance com as reformas necessárias, "não se pode excluir" um Grexit." (Público)


    dúvida metódica: Os tratados europeus prevêem 1 saída tout cout de 1 país do euro?

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  3. Vão metendo na linguagem o Grexit: o fanatismo ideológico está ao rubro.

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  4. Já lá vou, obrigado. Tem por lá uma lista de blogues? Podemos incluir os blogues nas respectivas listas.

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