Vi ontem Portas colérico e percebeu-se o desnorte. A maioria deve estar de cabeça perdida e a teoria 19-1 afónica.
No PS é o ora-sim-ora-não habitual. Correia de Campos fez, em 2010, uma síntese: conseguiu responsabilizar a melhoria do PISA 2009 (testes em Abril de 2009) com o desmiolado modelo de gestão escolar de Lurdes Rodrigues que só começou um mês depois.
A crónica desse tecnopolítico no Público de ontem é de arrepiar. O texto foi escrito antes do referendo grego e na presunção do sim. E anunciou uma certeza: "Na hora do voto, o pensionista e o funcionário público lembrar-se-ão das filas para alcançar três notas de vinte". Falhou redondamente o desejo e é arrasador para o carácter dos governantes gregos, como se pode ler na imagem.
Por outro lado, o Expresso foi de uma parcialidade impressionante. Carlos César do PS levou um baixo por afirmar que "as propostas do Syriza não são radicais e que algumas até são iguais às do PS".
A derrota do Syriza também seria de Costa. Já Passos ganharia de qualquer das formas e o resto foi paisagem.
Uma boa sequência de textos e imagens do post!
ResponderEliminarE afora, para algo completamente diferente, como diziam os Monty Phyton, a reação da direita (e não só) perante o "não" grego.
Interessante verificar que, após a surpresa do resultado do referendo, aparecem comentadores, jornalistas, académicos e afins a defenderem, com muita subtileza, a ideia que outros gritam alto e bom som - e o discurso vai , mais ou menos neste sentido,:
1- Sim senhor, o resultado ultrapassou resultados inimagináveis;
2- Sim senhor, os gregos têm tido muita austeridade em cima e não resultou;
3- Sim senhor, os credores e a UE e todas as suas instituições têm parte da culpa, tal como a Grécia;
4- Sim senhor, a dívida grega é impagável se a economia não crescer;
E agora vem o mais subtil desenlace para isto tudo, dito com muita mágoa:
A Grécia faria melhor em sair do euro! Ficava muito melhor, apesar de momentos difíceis e imprevisíveis por que teriam de passar. DEviam pensar nisto, o euro é maquiavélico para países como a Grécia. Eu até compreendo a situação, mas vejam lá se saem que vai ser bem melhor para vocês e para nós.
Na voz de ex-maoistas muito radicais no tempo de Prec e agora voltados ao seu seio, isto quer dizer o seguinte, em versão menos suave, embora menos hipócrita:
Fora com a Grécia do euro!
Entretanto, lá fora, a táctica é semelhante:
ResponderEliminar"Há alguns na União Europeia que, abertamente ou não, fazem campanha pela saída da Grécia da zona euro. Eu sou contra um 'Grexit'", declarou Jean-Claude Juncker, durante um debate no Parlamento Europeu. (JN)
"Parece cada vez menos tabu falar abertamente de uma saída da Grécia da zona euro. O vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, responsável pelo euro, afirmou à entrada do Eurogrupo que caso o Governo grego não avance com as reformas necessárias, "não se pode excluir" um Grexit." (Público)
dúvida metódica: Os tratados europeus prevêem 1 saída tout cout de 1 país do euro?
Obrigado. Enfim mesmo.
ResponderEliminarVão metendo na linguagem o Grexit: o fanatismo ideológico está ao rubro.
ResponderEliminarJá lá vou, obrigado. Tem por lá uma lista de blogues? Podemos incluir os blogues nas respectivas listas.
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