Mesmo que haja água salgada em Marte, quem quer uma "derrota definitiva" de Passos e Portas, semelhante à de Sócrates, tem de equacionar a vitória do PS apesar da memória dos seus últimos governos rejeitar (o pavor aos socratistas e aos absolutismos diversos) uma maioria absoluta. Pode ser um legado injusto para António Costa, como também será injusto e descontextualizado para a CDU e o BE apontar-lhes a queda de Sócrates (e a chegada da troika) "coligados" com o PSD e o CDS. E o dilema acentua-se em modo interrogativo: como votar para garantir que a coligação perde e o PS não tem maioria absoluta?
Pois é, Caro Paulo.
ResponderEliminarMesmo assim, não consigo admitir a hipótese de votar no PS...
:) Caro Carlos. No dia 4 de Outubro lá saberemos quais os votos que prevaleceram. É uma difícil equação, sem dúvida.
ResponderEliminarNão considero, obviamente, um falso dilema mas percebo o comentário. Quem for militante de um partido à esquerda do PS, ou mesmo simpatizante convicto, considerará o dilema falso. Também se compreende a profunda desilusão com o denominado arco governativo e os professores andam há uma década mais preocupados em derrotar quem está a governar. Temos de aceitar que esse sentimento levará a algum voto útil, como aconteceu com a derrota de Sócrates. Sinceramente: desejo a derrota da coligação como primeiro objectivo e quanto ao resto só tenho dúvidas. Vamos aguardar.
ResponderEliminarO falso dilema reside no facto de que a derrota dos pafes não precisa de ser a vitória do PS, nem convém que seja.
ResponderEliminarPode ser apenas uma meia-vitória, que nem o PS, por aquilo que é e os interesses que representa, merece mais do que isso.
E também devemos aprender um pouco com os erros recentes e evitar repeti-los: foi a ânsia irracional em apear o socratino do poder em 2011 que nos trouxe a maioria absoluta da direita, em vez de abrir mais o espaço político e eleitoral à esquerda do PS.
Percebo. O problema está na letra e no espírito do post: como é que cada eleitor escolhe nesse sentido e daí o dilema. Para os militantes ou simpatizantes convictos, que votam sempre no mesmo partido, não há dilema. Para os outros não é bem assim e daí a ideia do voto útil. Não é fácil, não.
ResponderEliminarClaro. Compreende-se perfeitamente os argumentos. Gostei de saber que Stglitz e Piketti estão ligados à nova liderança dos trabalhistas britânicos. Espera-se que a Europa abandone o sentido único. Já lá vou ao blogue.
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