terça-feira, 13 de outubro de 2015

em defesa de Cavaco Silva

 


 


 


Cavaco Silva cumpriu a letra e o espírito da constituição. Leu os resultados provisórios, chamou o chefe da força mais votada e mais tarde recebeu, para se informar, o segundo classificado. Como as coligações caducam no acto eleitoral, PSD, CDS, PCP e Verdes vão constituir as suas bancadas parlamentares e Cavaco Silva contará mandatos de deputados. Os "sabonetesPàF e CDU despedem-se dos "marqueteiros" e os eleitores percebem que devem pensar em programas e não na utilidade do voto. É uma vantagem com futuro. Depois de conhecer os resultados definitivos, Cavaco Silva registará os avanços nas diversas mesas negociais e escolherá a maioria estável como não se cansou de sublinhar. Isto é mais complexo do que o habitual? Talvez, mas a "culpa" é dos eleitores, da democracia e da lei. Cavaco Silva terá ainda pensado: não há muro que sempre dure.


 


PS: em legítima defesa: nos 143 posts do Correntes que incluem "Cavaco", este é o único em defesa do ainda PR que terá também considerado, a pedido de Paulo Portas, o CDS como terceiro partido em votos o que dará ao PSD cerca de 27% ou menos (este derradeiro argumento é para sorrirmos um bocado).

8 comentários:

  1. Paulo,
    apenas uma pergunta: porque resolveste meter no mesmo saco aquilo que categorizaste como "sabonetes", equiparando a PàF, que foi criada para esconder as responsabilidades governativas de Passos e Portas, a uma coligação que se apresenta a todas as eleições desde há muitos anos?

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  2. Olá Francisco.

    Foi apenas por equidade argumentativa. Os constitucionalistas chamam a estas coligações "barrigas de aluguer" e lembrei-me da antiga expressão das teorias da comunicação.

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  3. Não te esqueças que a Heloísa Apolónio debateu com o Portas.

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  4. Pois Paulo,
    só que, do ponto de vista político (e não o restrinjo ao sentido partidário), a "equidade argumentativa" é completamente desadequada.
    E chamar "barriga de aluguer" a uma coligação como a CDU é, na minha modesta opinião, uma injustiça quer para o PCP, quer para o PEV, a ID e muitos independentes, entre os quais gente ligada aos católicos progressistas como a Deolinda Machado da CGTP

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  5. Nem vou discutir isso. É uma referência de ordem geral em relação a este tipo de coligações. Por acaso, a CDU foi, na altura da sua criação, considerada uma táctica eleitoral bem pensada depois de uma experiência anterior que não correu bem ao PCP: salvo erro, APU aliança povo unido? Os partidos políticos pensam nestas coisas da comunicação naturalmente. O resto é com os eleitores. Como sabes, o "sabonetes" é o máximo da sofisticação.

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  6. Acho que percebeste que este post é irónico :) tive o cuidado de meter a etiqueta no rodapé. Oh Francisco: não há organizações perfeitas :)

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