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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não era quem fez melhor à escola pública?

 


 


 


"Esquerda e direita acusam-se: quem fez pior à escola pública", num debate, no parlamento, em plena sexta-feira de carnaval. Então não era quem fez melhor à escola pública? É que ainda noutro dia (10 de Fevereiro de 2017), os ministros da Educação pós-2003 aparecerem, alinhados, a reivindicar os resultados PISA e foram agora desmentidos pelos deputados.


"Como se sabe, os resultados dos alunos melhoram em proporcionalidade directa com os aumentos da escolarização da sociedade e do número de pessoas da classe média (ou da redução de pobres), num processo que exige tempo". Como há tempos também escrevi (e isto de citar-me), "mesmo que as principais políticas educativas dos diversos governos tenham sido inaplicáveis, inexequíveis, com radicalismo ideológico, contraditórias ou incoerentes, a ambição escolar das famílias, associada à capacidade dos professores na adaptação das aulas aos alunos (os professores portugueses são os melhores da OCDE neste requisito), assegura o progresso dos resultados." Os deputados "confirmam" o óbvio. Desejamos que terminem de vez as malfeitorias e que, no mínimo, as escolas recuperem o ambiente democrático, de resultados comprovados, que se vivia na mudança de milénio. O debate deu sinais nesse sentido.


 


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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

do escolar, dos situacionistas e dos institucionalistas; e dos ditos impossíveis

 


 


 


O escolar da última década "rendeu-se" à selva. Assisto ao "contorcionismo do real" dos que repetiam: "isso jamais cairá". Que aprendam alguma lição, porque o que é "sólido dissolve-se no ar".


 


Red arrow around Earth.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

em defesa de Cavaco Silva

 


 


 


Cavaco Silva cumpriu a letra e o espírito da constituição. Leu os resultados provisórios, chamou o chefe da força mais votada e mais tarde recebeu, para se informar, o segundo classificado. Como as coligações caducam no acto eleitoral, PSD, CDS, PCP e Verdes vão constituir as suas bancadas parlamentares e Cavaco Silva contará mandatos de deputados. Os "sabonetesPàF e CDU despedem-se dos "marqueteiros" e os eleitores percebem que devem pensar em programas e não na utilidade do voto. É uma vantagem com futuro. Depois de conhecer os resultados definitivos, Cavaco Silva registará os avanços nas diversas mesas negociais e escolherá a maioria estável como não se cansou de sublinhar. Isto é mais complexo do que o habitual? Talvez, mas a "culpa" é dos eleitores, da democracia e da lei. Cavaco Silva terá ainda pensado: não há muro que sempre dure.


 


PS: em legítima defesa: nos 143 posts do Correntes que incluem "Cavaco", este é o único em defesa do ainda PR que terá também considerado, a pedido de Paulo Portas, o CDS como terceiro partido em votos o que dará ao PSD cerca de 27% ou menos (este derradeiro argumento é para sorrirmos um bocado).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O Syriza e o mainstream

 


 


 


Tem a sua piada ouvir a unanimidade dos residentes da quadratura do círculo da SICN: o Syriza obrigou a Europa a considerar as dívidas soberanas como um problema comum e a abandonar a tese dos despesistas do Sul.


 


Era bom ouvir uma quadratura de 2014, por exemplo. Dominava o registo dos fantasmas, do fim do mundo, da revolução dos descamisados e por aí fora. Ficaríamos boquiabertos com a mudança. Não se trata de um recuo negocial ou estratégico, é um verdadeiro flic à retaguarda. Esta constatação já é suficiente para reconhecer o valor histórico inalienável dos méritos da opção grega.