segunda-feira, 12 de outubro de 2015

obviamente que é a política

 


 


 


 


 


Uma democracia exige respeito pela legalidade, neste caso pela letra e pelo espírito da constituição, que inclui os resultados eleitorais. A PàF teve mais votos (duvida-se que o PSD o conseguisse sem coligação, mas isso agora é secundário) ficou longe da maioria de deputados e o PR reuniu de imediato com Passos Coelho. Antes do acto eleitoral, o PR anunciou que "exigia" uma maioria estável de governo, os líderes dos partidos tradicionalmente com mais votos pediram uma maioria absoluta para um dos lados e separaram águas. Os eleitores votaram como se sabe, as possíveis maiorias vão-se desenhando na mesa negocial e estamos perante um "tempo novo", afinal o tão desejado tempo da política, que começou, percebemos agora, há quase uma década. Parece-me que desenhei um quadro próximo de uma realidade, obviamente, complexa. É preciso paciência, facto sublinhado pelo silêncio dos mercados, do FMI ou das agências de raiting (isto agora foi para sorrir um bocado já que a bolsa de Lisboa reagiu) e não ficar aprisionado por preconceitos com quatro décadas ou até com apenas duas quando o CDS/PP era anti-arco (euro, europa, imigrantes e por aí fora) e se confundia com uma qualquer frente nacional. O bloco de esquerda, por exemplo, já deu sinais que aprendeu politicamente com as lições de "esvaziamento rápido do balão" do PRD, do CDS/PP e do próprio BE ou ainda com o recente Syriza.

6 comentários:

  1. Nem mais. Parece que os jornalistas sofrem de amnésia. Ainda não ouvi nenhum rebuscar essas posições do CDS/PP. Obrigado, Paulo, pela sua lucidez. Parabéns!

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  2. E davam o Costa como morto.

    Espero que passe por ele (com o apoio parlamentar da esquerda) a contenção do desvario direitista. Mesmo sabendo que parte da agenda da esquerda como, por exemplo, a reposição integral de pensões e de salários, não será concretizável no imediato.

    Mas há medidas (ou simplesmente a recusa de algumas adotadas pela direita e mesmo pelo PS 2005-2011) que não custando dinheiro, podem contribuir para a preservação dos serviços públicos, da dignidade de quem vive do trabalho e de quem está na margem (que têm servido de pasto para as Jonets do retângulo).

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