Mostrar mensagens com a etiqueta agências de raiting. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agências de raiting. Mostrar todas as mensagens

sábado, 18 de novembro de 2023

Qual é o critério de valorização destas coisas? Portugal funciona melhor sem Governo

O critério pode ser: aquilo funciona melhor sem Governo. Internamente, depende se se está ou não no poder. É também isto a captura do capitalismo democrático pelo ultraliberalismo que origina o crescimento dos extremismos.



"Moody’s sobe rating apesar da crise política"


quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

das agências de raiting (as AR)

 


 


 


 


Quando as AR baixaram as classificações de Portugal, muitos consideraram-nas, e bem, instrumentos da ideologia política responsável pelo aumento das desigualdades. Ou seja, enquanto uns viam as AR ao serviço dos 1%, das multinacionais e dos offshores, outros defendiam a sua existência. Nesta fase, os primeiros elogiam as contas do país e os segundos perderam voz. 


Na selva financeira vigente, Portugal recuperará alguma soberania se reduzir a dívida e melhorar a opinião das AR.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

da dívida e do fenómeno geringonça

 


 


 


 


A dívida portuguesa atingiu máximos históricos e a agência "Standard & Poor´s retira Portugal de 'lixo"". Temos de esperar pelo "Negócios da Semana" para que se decifre o algoritmo do raiting. É que a coisa não é deste mundo. Há fenómenos inexplicáveis só ao alcance de uma Geringonça. Para dar ao objecto voador um cariz lusitano, invoque-se a "Passarola", cuja construção recebeu a colaboração de Baltazar - o soldado maneta - e de Blimunda - a vidente que, em jejum, via as coisas e as pessoas por dentro -. Isto de voar é complexo. Exige soluções fora do mainstream. Convém recordar que o Padre Bartolomeu de Gusmão, o da "Passarola" e protegido de D. João V, "queria voar e morreu doido". A partir de hoje, comprar dívida portuguesa é objecto de corrida e se as próximas eleições fossem legislativas a Geringonça voava como a de Leonardo da Vinci.


 



PS: como alguém disse, foi a agência que tirou Portugal de "lixo" ou o contrário?



 


34988374255_7828509094


 


A Geringonça. Leonardo da Vinci.

sábado, 2 de setembro de 2017

das agências de raiting e do espaço para a demagogia

 


 


 


 


"Moody´s melhora perspectiva da dívida portuguesa". O gabinete de Centeno considera que "esta decisão da Moody's vem juntar-se a um crescente reconhecimento por parte de vários actores institucionais e privados quanto à solidez da economia portuguesa". A Moody´s passou Portugal de "estável para positivo, ainda dentro do "lixo"". É uma escala de avaliação risível.


Mudou o discurso mediático à volta das agências de raiting (AR). Os neoliberais, sempre muito pró-AR para justificarem cortes nos do costume, empalideceram e ajustarão o discurso: culpavam os dos costume pela descida da nota e continuarão a culpá-los pela fraca subida. Enfim. Nada do novo. Quem defende uma Europa mais plural, e deseja que Portugal seja bem sucedido, gosta da notícia. Sorri com o silêncio dos ideólogos do "Compromisso Portugal" e não aprecia qualquer viragem posicional em relação às AR. As AR já não são instrumentos do neoliberalismo? Na minha modesta opinião, são. A existirem, não devem ficar "isoladas" nem ser endeusadas. Por outro lado, as oscilações de partidos parlamentares abrem espaço à demagogia. As AR representam uma ideia de mercado que aplica coletes de forças ao financiamento dos países. Continua por construir, nas democracias ocidentais, uma alternativa sustentável que passará pela autonomia energética associada ao ambiente, pela compatibilização da robotização com o financiamento das políticas sociais e pela solidez da banca, pública e privada, e do crescimento económico.


 


19300701_pSjwZ


 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

dos estados de alma das agências de raiting

 


 


 


 


A esquerda está ao rubro com a notícia do Expresso, "Moody´s elogia aprovação do OE e elimina risco de eleições antecipadas", no mesmo dia em que os "juros da dívida desceram em todos os prazos", diz o Negócios, e um dia depois da ideia de nacionalização do Novo Banco. Quem, como eu, defende uma Europa mais plural, e deseja que o Governo português seja bem sucedido, está satisfeito com as notícias e olha com um sorriso para o silêncio dos fundamentalistas do "Compromisso Portugal"; embora registe com um abanar de cabeça na horizontal a subida em flecha da credibilidade à esquerda das agências de raiting. Já não são instrumentos do neoliberalismo? A coerência é sempre um elemento com presente e futuro e embora se compreenda a euforia não deixa de ser avisado recordar: "Se pensarmos como a direita pensa, acabamos a governar como a direita governou". E há tanto neoliberalismo quase sem influência financeira para mudar.


 


 


Captura de Tela 2016-02-25 às 15.18.11.png


 


 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

obviamente que é a política

 


 


 


 


 


Uma democracia exige respeito pela legalidade, neste caso pela letra e pelo espírito da constituição, que inclui os resultados eleitorais. A PàF teve mais votos (duvida-se que o PSD o conseguisse sem coligação, mas isso agora é secundário) ficou longe da maioria de deputados e o PR reuniu de imediato com Passos Coelho. Antes do acto eleitoral, o PR anunciou que "exigia" uma maioria estável de governo, os líderes dos partidos tradicionalmente com mais votos pediram uma maioria absoluta para um dos lados e separaram águas. Os eleitores votaram como se sabe, as possíveis maiorias vão-se desenhando na mesa negocial e estamos perante um "tempo novo", afinal o tão desejado tempo da política, que começou, percebemos agora, há quase uma década. Parece-me que desenhei um quadro próximo de uma realidade, obviamente, complexa. É preciso paciência, facto sublinhado pelo silêncio dos mercados, do FMI ou das agências de raiting (isto agora foi para sorrir um bocado já que a bolsa de Lisboa reagiu) e não ficar aprisionado por preconceitos com quatro décadas ou até com apenas duas quando o CDS/PP era anti-arco (euro, europa, imigrantes e por aí fora) e se confundia com uma qualquer frente nacional. O bloco de esquerda, por exemplo, já deu sinais que aprendeu politicamente com as lições de "esvaziamento rápido do balão" do PRD, do CDS/PP e do próprio BE ou ainda com o recente Syriza.

sábado, 26 de julho de 2014

das crenças e de outras coisas mais

 


 


 


 


 


Impressionaram-me os masoquistas da classe média que defenderam os corruptos (estou a pesar bem a escrita), e os seus serviçais, convencidos que eram liberais de direita ou de uma qualquer terceira via. E nesse grupo incluíram-se muitos professores. É claro que a coberto da ingenuidade navegou muito oportunismo.


 


Já ninguém duvida que "o verdadeiro objectivo dos "planos de resgate" foi salvar bancos" com prémios no modelo-gaspar, luís albuquerque ou nos inúmeros exemplos conhecidos e nos que se seguirão, com o contributo do inefável alinhamento das agências de raiting (a dívida lusitana não pára de aumentar e dos 741 mil milhões 63% são privados) e com os mentores a serem defendidos e eleitos pelas vítimas do saque em nome de um liberalismo que porá Adam Smith perplexo. Há consciências à volta da corrupção que só Freud explicará.


 


 



 


 


 


 


 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

da euforia com a saída da troika à vitimização com o tribunal constitucional

 


 


 


Ainda há semanas a maioria que apoia o Governo, e considere-se aí a Comissão Europeia e os restantes componentes da troika com as agências de raiting e afins à mistura, tecia laudos à tal saída limpa numa mistificação que se resumia a campanha eleitoral. Ficámos a saber que Portugal já ia com uma almofada financeira de milhares de milhões (15 mil?) até finais de 2015.


 


Os chumbos do TC vieram colocar em causa o programa eleitoral do Governo para as legislativas. Os números indicam 600 milhões que podem ser ainda eliminados com a subida dos escalões de IRS nos "beneficiários" das decisões do TC. O Governo encena. Só que é uma terceira encenação (é o terceiro orçamento consecutivo inconstitucional) e as pessoas vêem confirmada a votação eleitoral europeia que será reforçada nas legislativas que se seguirão.


 


 


 


 

sábado, 10 de maio de 2014

nem os astros

 


 


 


 


Quais estrelas, quais astros, quais bolas de cristal ou sequer os mais sofisticados processos de adivinhação: a "Moody´s sobe raiting português e admite nova revisão em alta". E tem sido um corrupio para elevar Portugal. Agências de raiting, FMI, BCE, Comissão Europeia (Durão Barroso é mesmo efusivo), média mainstream e por aí fora não se cansam de sublinhar o milagre. 


 


Tudo começou com a subida da dívida portuguesa: 90% do PIB era insuportável e foi parar ao lixo; arrastou o país para um protectorado com três anos nas trevas.


 


E de repente tudo muda. A dívida subiu para 130% e há quem diga que vai a caminho dos 140%. Este estranho fenómeno tem uma explicação: campanha eleitoral, onde vale tudo para anestesiar quem vota. Só que o processo é tão desacarado e apressado, que até os mais distraídos devem desconfiar.


 


 



 


 


 


 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

mas é novidade?

 


 


 


O que vai ler a seguir exige que se pergunte: e as pessoas? E a tal de prestação de contas?


 


A "Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA) detectou falhas graves nas três maiores agências de rating — Standard & Poor's, Moody’s e Fitch —, que avaliam o risco da dívida soberana dos países da União Europeia,(...)" e que influenciaram as trágicas políticas de austeridade em curso. Se associarmos a isto a célebre falha no modelo excel usado pelos austeritaristas, temos motivos para a mais profunda das indignações.


 


Há anos que se percebe que estes estudos internacionais são pouco credíveis e manipuladores, mas é inadmissível o que se passou nos últimos dois anos e que provocou o sofrimento de milhões de pessoas com o consequente enriquecimento de 1% da população mundial. Já não restam dúvidas que se assiste a uma luta de classes que perpetrou a maior transferência da história de recursos financeiros das classes média e a baixa para a alta.


 


Percebe-se como sobem os juros da dívida como a portuguesa que se transformou na mais lucrativa do mundo em 2012.


 


 


 



 


"(...)Da investigação, a autoridade europeia destaca ainda possíveis conflitos de interesses, falhas no controlo de confidencialidade, os timings de divulgação de alterações de classificação e falta de recursos humanos para elaborar as classificações.


A investigação às classificações das agências de rating, seguidas por muitos investidores nas suas opções de investimento em títulos de dívida soberana, surgiu na sequência dos cortes de rating das agências em plena crise da dívida na zona euro.(...)"


 


 



 


"(...)Outras falhas apontadas pelo regulador têm a ver com o processo de notificação de alterações de ‘rating' aos soberanos alvo dessa acção, sobre o pouco tempo que os comités para atribuir ‘ratings' levam a tomar uma decisão relativamente à nota de crédito de um determinado país e sobre a atribuição das funções de avaliar os Estados a recursos humanos com pouca experiência ou mesmo recém-contratados."







quarta-feira, 18 de setembro de 2013

e eis que

 


 


 


No post anterior tinha escrito: "Aguarda-se a chegada mediática das agências de raiting, da OCDE e dos relatórios FMI. As primeiras devem estar com um qualquer apagão nos modelos excel."






Foi só dar uma nova volta pelos mainstream para dar com o seguinte:













E ainda aqui:











das conclusões coloridas

 


 


 


No dia em que começa mais uma avaliação da troika, os principais sites dos órgão de comunicação social destacam um estudo da Transatlantic Trends que inclui nas suas investigações as opiniões dos portugueses (foram inquiridos americanos e europeus) sobre a crise e a geometria futura. A equipa que coordenou o estudo inclui uma portuguesa que é simultaneamente assessora da FLAD e coordenadora de alguns projectos.


 


 


Para o Público, evidenciam-se as anuências a mais cortes a eito nos do costume:









Para o Expresso, os 70% referidos no Público desaprovam as políticas de cortes do Governo:









O Ionline é o único que refere a Educação e parece que conclui fora do estudo analisado pelo Público e reforça o título do Expresso.











Aguarda-se a chegada mediática das agências de raiting, da OCDE e dos relatórios FMI. As primeiras devem estar com um qualquer apagão nos modelos excel.





terça-feira, 9 de abril de 2013

o que é que estará a mudar?

 


 


 


Muitas vezes, o medo de se ter medo leva a que se paralisem os mecanismos democráticos. O medo apodera-se tanto de invasores como de invadidos, embora só no rescaldo uns e outros se apercebam da condição transversal desse sentimento humano.


 


Perante a agressividade dos invasores, os invadidos têm que se dar ao respeito. Foi isso que Paul Krugman disse ontem aos portugueses e é também isso que os invadidos fazem quando promovem, por exemplo, grandes manifestações. É frequente que o medo dos invadidos surpreenda os invasores que, por sua vez, estavam temerosíssimos da sua condição.


 


Quem é que tem mais medo se o programa português em curso cair na rua?


 


Standard & Poors garante que decisão do TC "não terá impacto imediato" no rating de Portugal

terça-feira, 19 de março de 2013

directamente da lua e do tríptico das felicitações

 


 


 


 



 


 


 


O melhor indicador para verificarmos a saúde da dívida é olharmos para a capacidade de endividamento nos mercados, afirmou o ministro Gaspar no parlamento. Estamos muito melhor do que a Itália e quase ao mesmo nível da Irlanda, acrescentou.


 


Se pensarmos no conhecimento que os mercados têm da realidade, e basta pensarmos nos estudos das agências de raiting que pontuaram com nota máxima quem faliu estrondosamente no dia seguinte à classificação, podemos imaginar o patamar estratosférico em que navega Vitor Gaspar que assumiu a responsabilidade pelas políticas aplicadas em Portugal. O ministro continua a felicitar o povo português por aguentar, embora com os resultados ilustrados no tríptico e bem longe da lua para onde regressará Vitor Gaspar logo que possa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

semana moody´s?!

 


 


 


 


Foi a semana da Standard & Poor´s, seguiu-se a da Fitch e parece que entrámos na da Moody´s. O Público online destaca mais esta agência de raiting e era interessante um estudo empírico que explicasse este fenómeno nos mais variados órgãos de comunicação social.


 


A Moody´s até aparece como generosa para a Irlanda e Portugal, quiçá a antecipar alguma benevolência (publiquei o post e passei pelo Público e lá estava a benevolência: troika vai dar mais um ano a Portugal para cumprir o défice ). Dá ideia que se tem andado a brincar com o fogo e que o medo mudou de vez de lugar, embora se deva sublinhar que já sacaram o suficiente.


 


E depois ainda há os que dizem que não vale a pena lutar.


 


 


 


domingo, 10 de março de 2013

nova inundação

 


 


 


 


De vez em quando até há um hiato, mas a regra é a parametrização das economias mundiais pelas agências de raiting. Esta semana, a Fitch ocupou-se da nossa agenda mediática e ouvi vários noticiários da estatal Antena 1 abrirem com estes comprovados servidores dos especuladores financeiros. Na semana passada foi a Standard & Poor´s com uns anexos do Goldman Sach´s.


 


E tem piada que os comentadores, como há pouco Marcelo Rebelo de Sousa, antecedem ou acrescentam a informação com os seguintes: vale o que vale, sabe-se da sua falta de rigor em tempos recentes, estão em maus lençóis com a administração Obama, erram muito e sempre para os mesmos interesses e por aí fora. É estranho, porque anexam sempre a sentença: não podemos fugir à sua classificação. Agências tão descredibilizadas e com tanta influência só podem servir interesses muito poderosos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

o crime compensa

 


 


 


E a agenda mediática inundou-se da seguinte publicidade que dá razão ao eterno "o crime compensa": a Standard & Poor´s melhorou perspectivas de Portugal e o Goldman Sachs aconselhou uns papéis que deram excelentes lucros.


 


E assim se vê quem manda mesmo no mundo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

para seguir com atenção

 


 


 


 


Assisti, ontem, a uma conferência de Manuel Maria Carrilho, de que darei conta num próximo post, em que se abordou a "ausência" da administração Obama no combate ao poder financeiro que prevalece. Percebe-se que o presidente dos EUA tem sido incisivo em diversas causas dos direitos de minorias, mas que tem sido incapaz de alterar o desequilibrio que nos trouxe até aqui.


 


É, portanto, de saudar o processo que a administração Obama colocou, ontem, à agência de raiting Standard & Poor´s por fraude civil na crise do subprime. É um tema para seguir com atenção.


 


Não sei se financeiro é sinónimo de corrupção, mas sabemos que o cerne da crise passa por aí.