segunda-feira, 9 de novembro de 2015

a crueldade administrativa instalou-se nos concursos de professores

 


 


 


Os concursos de bolsa de contratação de escola (BCE), são, de longe, os mais incivilizados de toda a Europa (afirmo-o sem qualquer dúvida) e obrigam milhares de candidatos a "tropeçarem" em editais tresloucados associados a inépcias administrativas.  


 


Quem se informar sobre o histórico dos concursos de professores concluirá que estamos num retrocesso que supera em crueldade os infernos administrativos dos finais da década de setenta do século passado. É arrepiante passar por um qualquer grupo das redes sociais e ler os testemunhos.


 


Isto não é próprio de uma sociedade moderna e os episódios kafkianos têm origem num caos administrativo e organizacional. Sim, a utilização do substantivo caos não é exagerada. O silêncio que vai imperando talvez se deva ao desconhecimento do caos, mesmo por parte de professores (uma percentagem elevada já não concorre e tem sido devastada por outras matérias), e à degradação mediática e constante da imagem da escola pública.


 


Com os meios informáticos existentes, era possível criar um concurso nacional decente com o seguinte princípio:


 



"(...)À opção pela lista-graduada-sem-mais aplica-se o mesmo que à democracia em relação aos outros regimes: "a democracia é a pior forma de governo imaginável, à excepção de todas as outras". Mas isso seria uma derrota impensável para o arco que paira sobre a 5 de Outubro e a 24 de Julho e uma cedência aos professores que o repetem à exaustão.(...)".



 


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1ª edição em 24 de Julho de 2015.


 

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