domingo, 8 de novembro de 2015

da Europa e das actas

 


 


 


 


Somos quase o único país do velho continente onde se fazem actas de conselhos de turma e passamos as reuniões a dizer: isto tem que ficar em acta. Não imagino como é que no norte e no centro da Europa se entendem sem actas. Quiçá gregos e espanhóis nos imitem e talvez isso se relacione com as tais velocidades. Para além disso, constata-se que a palavra de um professor atingiu o grau zero da confiança e isso também explica o tipo de sociedade que construímos e a inabilidade na educação das crianças.


 


1ª edição em 24 de Março de 2015.

4 comentários:

  1. Como eu costumo dizer à minha esposa prof. do secundario:

    "Mas alguém consulta as actas? Quantos casos de reclamação anuais existem que torne necessário esta salvaguarda antiquada?"

    Eu acrescento. Qualquer decisão que não fosse fundamentada em acta seria apenas juridicamente válida se fosse para tribunal. Internamente as escola podem resolver estes assuntos, caso existam. E existem quantos por ano? Por escola há estatisticas?

    Enfim, quando estive no ensino achei deliciosa a salvaguarda das actas. Mesmo depois de ter visto no ens. superior as actas não terem validade juridica para vários assuntos. E quanto existiam nesses moldes. Normalmente não há actas com essa burrocracia

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  2. Exactamente. A questão deve, se me permite, ser também colocada desse modo. Uma inutilidade informacional e uma fatal desconfiança na palavra do professor. É também uma herança da revolução francesa, que a distância até ao externo da península ibérica faz com que perdure: o outro como um igual aplicado à educação de crianças e jovens (pedocentrismo e testes rogerianas). Enfim.

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  3. teses rogerianas (a escrita inteligente e teclada a correr dá nisto).

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  4. E extremo, não externo, da península... :)

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