A faseada queda dos bancos deve ser planeada: cai um banco, os contribuintes são lesados, ouvem-se iras e protestos e regressa a calmaria com cortes nos do costume e venda de anéis a preço de saldo. Sossegada a memória colectiva, acciona-se outra queda. Desta vez é o Banif, o Montepio está na fila e a CGD ainda não está porque não foi privatizada. Nada me move, naturalmente, contra a iniciativa privada, mas o que cansa "nesta malta" é o seu desprezo pela gestão pública que tem há muito um objectivo conhecido: delapidar o orçamento de Estado, porque de privado só conhecem o lucro fácil. Espero estar enganado, mas a história registará esta parte maior da queda de democracia nascida com o 25 de Abril de 1974.
Hoje vi o Banif da minha área como nunca tinha visto... estou parva para a minha vida! Ou isto é um golpe muito bem dado pelo banco para criar mais liquidez ou é mesmo verdade! Pensem lá se todos os depositantes a prazo levantarem os seus depósitos há quebra de contrato e o banco não é obrigado a pagar juros ficando com eles!
ResponderEliminarImaginem só o valor em juros que entraram para os bolsos do banco! Não quero dizer com isto que seja um golpe deles, pode até nem sem, mas é uma das hipóteses!
Deixe lá, ainda hoje deve aparecer o sr. aqui da foto, e ainda o outro que está em Belém dizer para o povo estar descansado que está tudo bem.
ResponderEliminarPor mim eles podem aparecer todos por acaso não tenho la conta passo lá em trabalho e aquilo está um caos!
ResponderEliminarVamos por partes...
ResponderEliminarBPN- nacionalizado e embora eu seja bastante critico com Sócrates, o PS seguiu o conselho do BdP mais propriamente do sr. Victor Constâncio! Deveria ter sido preso! Mas não, está com tacho no BCE.
BES- dividiu-se o trigo do joio e não houve dinheiros públicos no Novo Banco, foi tudo suportado pelo fundo de garantia.
Banif- dos 400M€, faltam pagar 125M€... Existem activos que eventualmente passarão para a CGD que cobrirão esses 125M€ assim como os 700M€ investidos pelo estado para a compra de 51% do banco.
A delapidação do orçamento de estado vem já há 40 anos, com gestões danosas em empresas publicas e compra de votos com ordenados, subsidios, etc... tornando qlq empresa publica insustentavel!
Defendidos pela constituição (injusta) portuguesa, só resta privatizar as empresas publicas! Mas na totalidade e sem contrapartidas.
Quem se opõem a isso, ou não pensou no assunto ou tem interesses instalados. A esquerda perde o poder da greve, os funcionários deixam de ter a mama do governo e o povo português deixará de sustentar tudo isto.
O problema é que todos os partidos têm interesses e nunca sairemos deste ciclo vicioso!.
No caso do BPN, seria interessante o Dr Teixeira dos Santos e o Dr Cavaco Silva, explicarem o que se passou na reunião, de emergência, que ocorreu na noite anterior à nacionalização do banco. Como toda a gente sabe, a cúpula de direção do BPN era tudo gente ligada ao círculo privado do presidente da República. O primeiro ministro já tinha dito que não iria nacionalizar o banco... na manhã seguinte o ministro das finanças avançou com esse processo. Algo foi dito naquela reunião e seria interessante saber o que foi, que levou o ministro das finanças a mudar de opinião, obrigando o governo a atuar contra a falência e salvando meia dúzia de pessoas, muito próximas, do Presidente.
ResponderEliminarNo caso do BES, não é tão bonito como afirma. É que o fundo de consolidação é para dos bancos só que, o estado é que é o fiador. A longo prazo, poderão existir perdas, suportadas pelo estado. Pois o empréstimo de 4900 milhões é a 20 anos. Os bancos tem pago 100 milhões de euros, entre todos, para esse fundo (daí já se ter falado de uma contribuição extraordinária para ajudar a pagar). Fora ainda existirem outros problemas judiciais com o BDP e o ministério das finanças (os "lesados" não contam...pois jogaram no casino e não querem entender que ganharem milhões graças a essas jogadas).
A nível do BANIF há outro problema... é verdade que os "ativos" dão para pagar a dívida. O problema é que esses ativos, estão dados como garantias a outras operações. No caso do empréstimo do estado, a primeira coisa que é feita é a conversão desse empréstimo em capital do banco. Portanto 99,99998% do capital do banco a ficar na posse do estado.
No caso do da CGD, teria de ser feita a liquidação ou a operação de reembolso. Essa operação iria transferir o imobiliário e as opções financeiras que o BANIF tenha. Ora com os maiores clientes a já terem transferido as suas operações para outros bancos (na grande maioria estrangeiros... existiu um movimento grande do BANIF para o Deutsche bank e para o Barclays, nas últimas semanas), restam os depositantes. Os depósitos são ativos financeiros...
Muito boa análise. Muito bom este blogue que o Sapo destaca com frequência.
ResponderEliminarSem negar o que diz Jorge Ferreira, Jorge Ferreira também não pode omitir as responsabilidades referidas no post.
ResponderEliminarMuito mau tudo isto.
ResponderEliminarConcordo com o Carlos Ferreira.
ResponderEliminarObrigado.
ResponderEliminarO lucro é privado mas o prejuízo é público.
ResponderEliminarSempre; que desplante.
ResponderEliminar