Numa sociedade saudável, a gestão administrativa das faltas escolares tem a justificação como ponto de partida. Ou seja, os sistemas de informação são programados para que o lançamento inicial seja como falta justificada.
Nas sociedades ausentes ou doentes, o ponto de partida administrativo da falta escolar é a injustificação. Ou seja, a desconfiança prevalece e este pequeno detalhe provoca uma sucessão de procedimentos para justificar a maioria das faltas; que são justificadas. É até um bom exemplo, mesmo que risível para quem não lida com tanto absurdo, para explicar o inferno burocrático que caracteriza estas segundas sociedades que registam um queixume constante em relação ao excesso de burocracia e um permanente passar de culpas entre actores viciados em desconfiança; uma espécie de espelho.
parece-me interessante o seu blog. Quanto a este post de facto quem tivesse assistido ao 'plano inclinado' e soubesse ler os sinais, não teria dificuldade em concluir que se tratava de um eventual ministro com um pensamento muito reacionário ; quem se enganou ou andava distraído, estava mal informado ou foi pouco inteligente.
ResponderEliminarObrigado. Mas o comentário não será para outro post?
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