terça-feira, 12 de janeiro de 2016

da sensatez do novo Ministro da Educação

 


 


 


 


"O modelo anterior estava errado e era nocivo", "estudos nacionais e internacionais apontam para prejuízos causados pelos exames nos anos mais precoces do ensino", "intervir rapidamente na reparação de danos causados ao sistema", "ninguém tem de se preparar para as provas de aferição", "o que tinha de acabar era o estreitamento curricular", "alunos a treinarem para exames é pernicioso e até nocivo", disse Tiago Rodrigues, o novo MEC. São ideias sensatas, corajosas, fora da caixa e com um alcance de médio e longo prazo na qualidade da democracia.


 


Estas alterações eliminam a má e chocante propaganda através de maus rankings com exames de crianças e contribuem para repensar os limites morais do mercado ao retirarem sentido, por exemplo, a prémios monetários para as melhores classificações, a pautas públicas de classificações e a quadros de honra (estas três variáveis com exames de crianças, obviamente e repito). A quem se interessar por estas matérias, aconselho dois livros de Michael J. Sandel"O que o dinheiro não pode comprar - os limites morais dos mercados" e "Justiça - fazemos o que devemos?".


 


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5 comentários:

  1. Subscrevo.

    Vamos a ver se se sabe rodear de bons assessores que conheçam a escola real, quem lá aprende e ensina.

    Santana Castilho veio já chamar-lhe de "manipulador"....e que era muito jovem mas já tinha "toda a retórica".

    Fica-se sem saber, afinal, o que esperava Santana Castilho- exames? Não. provas de aferição? Não deram certo no passado.

    Não há paciência.

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  2. Vamos aguardar. Para já, fico-me pelo post.

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  3. Eu para já, como o Paulo costuma dizer, também fico a aguardar. Mas há 1 altura, depois de tanto bater no chão, que o meu pragmatismo tende a superar o meu pessimismo. Caso contrário, não largamos nunca este estado de alma tão luso do vamos continuar a esperar para ver melhor e não nos comprometermos.

    Mesmo quando, à partida, as medidas vão no bom sentido.

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  4. Concordo. Quem acompanha o correntes sabe que é assim: em busca do pensamento livre.

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  5. Muito interessante. "Maus rankings"? Esqueçamos a propaganda, em jornais locais e faixas festivas, em auto louvor de escolas públicas muito bem posicionadas nos nefandos rankings. As vontades sempre se ajustaram à mudança dos tempos.
    JF

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