sábado, 6 de fevereiro de 2016

a Educação e o projecto de OE2016

 


 


 


Mário Centeno diz que não é o orçamento que queria, mas será mais responsabilizado por ele do que os eurocratas (dito assim para sorrir, já que os eurocratas não prestam contas) e nunca se saberá o que aconteceria se tivesse "vencido" em toda a linha. 


 


Há, por exemplo, rubricas na Educação que estão a gerar perplexidade e contestação. Desde logo, o aumento de 6% (de 239,9 milhões para 254,3 milhões de euros) nas verbas transferidas para o ensino particular e cooperativo quando o programa enuncia que "(...)sem prejuízo pelos compromissos contratuais assumidos pelo Estado, e da necessária preservação da estabilidade das escolas, restrinja a existência de contratos de associação em zonas em que exista oferta e capacidade instalada não utilizada nas escolas públicas(...)".


 


Portanto, existe um projecto de OE2016 que pode justificar "compromissos assumidos pelo anterior Governo"; certo. Mas a rede escolar para o ano lectivo 2016/17, a primeira com este Governo, será o primeiro teste a sério no assunto em causa. Bem sei que há quem reconheça na mediatrix a possibilidade de uma revolução despercebida ("velocidade, velocidade e mais velocidade. Seria possível uma revolução ter lugar tão rapidamente que ninguém desse por ela?"), cuja regra é mais ou menos assim: quem não for rápido não vive. Contudo, ainda prefiro a prudência. 


 


Nas matérias referentes à carreira dos professores da escola pública não estou optimista, mas espero estar enganado. 


19246017_A50lD.jpeg


 

6 comentários:

  1. Octávio Teixeira “Ou se desvaloriza a moeda ou se desvalorizam salários. Não há milagres!”

    ResponderEliminar
  2. Compreendo. Mas antes dessa conclusão, não haverá muito outro caminho a percorrer na sociedade de mercado?

    ResponderEliminar
  3. Pessoalmente, não creio.

    Um dia chegaremos à conclusão que muitos já expressaram quando entrámos no euro.

    Muitos dos nossos mais conhecidos empresários sabiam-no e sabem-no. Apenas aproveitaram a onda da entrada no euro para cortarem salários e duplicarem lucros.

    Mas eles sabiam-no.

    ResponderEliminar
  4. Pensado e escrito por um liberal (do qual discordo em 80% dos casos mas que aqui até que esteve bem):

    "As telecomunicações, a banca, a energia e os seguros sempre tiveram um estatuto de corporativismo que as excluiu da lei geral da concorrência, em Portugal e na Europa. Há economia privada, mas não há economia de mercado. Vivem em protetorado de autogestão, sob a cápsula de entidades reguladoras e polícias especiais."

    José Adelino Maltez

    ResponderEliminar
  5. Nem mais. Adam Smith percebeu a boa receita: rendas em monopólio.

    ResponderEliminar