Compreende-se a necessidade de alterar o modelo de gestão para compensar o aprofundamento da municipalização escolar e contrariar as componentes mais críticas dos mega-agrupamentos: gestão de proximidade e autonomia das escolas.
O Governo pretende aprofundar a municipalização escolar, descentralizando competências nos domínios da gestão do território, das instalações escolares, e dos demais recursos, e na gestão dos profissionais. Se é aceitável uma agência municipal que alargue aos concelhos as partilhas administrativas em curso nos agrupamentos, é natural a apreensão dos que olham para os municípios como escolas da pior partidocracia. É, portanto, compreensível que os equilíbrios na maioria que governa imponham o regresso a um modelo de gestão escolar que garanta a autonomia das escolas em relação aos municípios e que lhes confira, simultaneamente, um grau mais elevado de poderes desconcentrados do ministério da Educação. É um exercício difícil, mas também nunca se leu que a democracia não dá trabalho.
Estou com a ideia que a loucura dos megas veio para ficar. A gestão de proximidade que referes incluirá concretamente, o quê? Restituir às escolas de maior dimensão (as antigas EBI e EB23) equipas de gestão, com competências efetivas (o coordenador de estabelecimento pouco consegue fazer além de atender telefonemas), estruturas de gestão pedagógica próprias?
ResponderEliminarO que vejo é uma degradação terrível nestas escolas: descontrolo dos miúdos, falta de sentido de coletivo dos professores (prestam serviço em duas), ausência de "retaguarda" nos casos de indisciplina grave (não há ninguém a quem recorrer), os auxiliares completamente desautorizados e o próprio espaço escolar está menos cuidado. Uma série de problemas que anteriormente eram melhor ou pior solucionados e que agora perduram. Admito que não seja assim em todos os casos.
A gestão de proximidade vai na linha referida.
ResponderEliminarAh, sim: este modelo só funciona sem pessoas.