Parece consensual que com a vitória do Brexit nada será como dantes e que vivemos mais um momento histórico. Apesar da histórica titubeante adesão à Europa continental, a Inglaterra acabou a dirimir conflitos aterradores entre a França e a Alemanha. Deseja-se que a história não se repita. O Brexit é, desde logo e como representa a imagem acima, uma derrota de Cameron (o Brexit só foi possível com o apoio dos conservadores). Veremos como se desfragmenta o Reino Unido com as vontades europeístas da Irlanda e da Escócia. Mas não é só Cameron a perder. O euroviete supremo, "comandado" na última década pelo desastroso Barroso, acentuou as políticas austeritarista condenadas até pelo FMI e perdeu em toda a linha acompanhado pelos executivos alemão e francês e pela maioria do eurogrupo. As benesses ilimitadas dos eurocratas esgotaram-se. O défice democrático nas instituições europeias, a imposição de políticas não escrutinadas e a especulação financeira com carta branca são faces da derrota. O cartoon que se segue é uma boa imagem do egoísmo europeu assente no neoliberalismo das últimas três décadas.
Que seja o fim da União Europeia e que se crie uma comunidade de países independentes na Europa. Esta união (EU) é um atentado à dignidade das pessoas e das nações. Como é possível que os europeus sejam tão cegos e tão facilmente ludibriáveis?
ResponderEliminarQuem não gosta do projecto europeu tem mais 180 países para onde poderá ir viver!
ResponderEliminarNão se pode andar sempre a criticar este modelo, mas, ao mesmo tempo, a beneficiar das condições que o mesmo proporciona, onde sobressai a segurança...a todos os níveis!
Quem o faz...é um paradoxo com duas pernas...
Existe uma virtude que deve dar que pensar: paz.
ResponderEliminarPercebo. Mas isso significa a ausência de crítica? O modelo único está em queda acelerada e isso parece incontestável. A história é a história e a da Europa exige todos os cuidados para que se preserve a paz.
ResponderEliminarHavia um défice democrático. Não foi resolvido. Aliás foi dito por muitos que isso era irrelevante porque a Europa "funcionava", estávamos todos melhor. Agora já não parece funcionar para todos.
ResponderEliminarEspeculação financeira com carta branca são faces da derrota?? Como??
ResponderEliminarNa realidade nao vejo o porque de ser uma derrota neste aspecto, acha que o reino unido, verdadeiro profissional em ligaçoes a paraisos fiscais, com uma capital igualmente capital da lavagem de dinheiro mundial vai deixar de ser um supra-sumo da especulaçao financeira?
Por isso mesmo as tantas e necessario construir uma nova europa, mas passar primeiro por um processo regressivo de destruiçao do projecto actual sera um passo necessario? E se em vez fizermos uma reestruturaçao ao actual projecto e de futuro??
ResponderEliminarNem mais.
ResponderEliminarEstou apenas a referir-me ao recente relatório do FMI que considera o neoliberismo dos últimos 30 anos como um erro trágico reforçado na Europa pelas recentes políticas de austeridade. E cito o FMI para não o fazer com inúmeros estudos que concluem o mesmo.
ResponderEliminarSim: carta branca para a especulação financeira, para os jogos de casino, para desregulação dos mercados e por aí fora. Nem vou classificar essas ideias como intencionais para favorecer os tais 1%. Mas é factual. Sublinha-se que o aumento das desigualdades é historicamente uma decisão política e nunca financeira.
É com toda a legitimidade que alguém exige que o seu país cumpra com os padrões dos ideais da suberania e respeito pelo povo. Dai que quem quer destruir é que deve saír escolher outro país.
ResponderEliminarSegurança!
A União Europei não é nenhum modelo de segurança. Aliás, a livre circulção tornou-se num paraíso para a criminalidade. O aumento da insegurança e da criminalidade é fruto do grau de integração que serve de base à UE.
Falar de segurança deve ser uma anedota.
Nem sequer a paz tem a ver com a UE. A UE não ẽ um bloco de cariz militar, nem sequer tem coesão interna que permita impedir conflitos. A paz só existe enquanto os poderosos e desordeiros (os alemães) continuarem dominar sem necessidade de usar a força par impor a sua vontade.
Percebo. É um ponto de vista com fundamento; obviamente.
ResponderEliminarse entender 'paz' como ausência de combates armados entre exércitos, tudo bem. Mas a paz resume-se a isto? É que no quotidiano tenho visto pouca 'paz'...
ResponderEliminarEspere-se a investida do elefante alemão, com o apoio de alguns da manada, para que tudo fique na mesma depois de algumas mudanças...
Sem dúvida: refiro-me à devastadora guerra entre exércitos. Mas concordo.
ResponderEliminar