Regressa à agenda, até pela degradação do que existe, a necessidade de um "modelo transparente e de normalidade democrática, e livre da partidocracia, na administração das escolas" e, com surpresa, "a Fenprof defende o fim da figura dos diretores das escolas, advogando a gestão por um órgão colegial com participação efectiva dos professores." O neoliberalismo escolar começou com Sócrates e Rodrigues, embora Barroso e Justino abrissem as portas. A invisibilidade política e comunicacional das escolas do não superior, que, até à queda da banca, eram os sorvedouros da nação, e a diabolização dos sindicatos, pressupunha a terraplenagem. Não foi totalmente assim porque os professores resistiram ao "projecto global". Derrotaram a divisão da carreira, os mentores da avaliação de professores foram "obrigados" a classificarem-na como "fascismo por via administrativa", a prova de acesso saiu da agenda, os concursos civilizaram-se este ano, a industria dos rankings foi questionada, a rede escolar voltou a respirar, mas há um caminho a percorrer para a normalidade, e modernidade, curricular, para a eliminação de horários ao minuto, para um razoável número de alunos por turma e para a dignidade na profissionalidade dos professores sendo a confiança no seu exercício a condição essencial para a eliminação da hiperburocracia e do burnout. Mas nada se construirá com o organograma dos actuais agrupamentos e muito menos associado ao modelo de gestão que Sócrates e Rodrigues impuseram. O fim da história carecia, mais uma vez, de fundamento.
"e, com surpresa, "a Fenprof defende o fim da figura dos diretores das escolas, defendendo a gestão por um órgão colegial com participação efectiva dos professores."
ResponderEliminarO Paulo vai-me desculpar mas hoje estou ligeiramente sem paciência (não é para consigo mas para o que tenho lido por aí).
O que é que se quer dizer com a expressão acima citada "e, com surpresa,....." logo no início da citação deste comentário?
Com surpresa?!?
Este último comentário saiu como anónimo mas é meu - Fernanda.
ResponderEliminarO projecto de lei da gestão escolar é de 2008; época de entendimentos. A forte contestação atingiu um pico no início de 2009, já com Lurdes Rodrigues "encostada às cordas" e com muitos conselhos executivos dispostos a resistir. Procure saber quem foi o alto dirigente da Fenprof que disse que "não valia a pena lutar por isso" que seria - e até me custa repetir o que foi dito, mas vai - "fazer boca a boca a um cadáver". Pergunte às altas esferas da FENPROF. Também conheço detalhes mais locais que arrepiam, até com a postura das forças da geringonça se compararmos a actualidade com o que se passou com a destituição (porque não se formavam conselhos gerais, pasme-se) de conselhos executivos legitimamente eleitos em 2009. Por isso, a surpresa desta convicção que normalmente acontece quando o entendimento sobre o assunto está conseguido. E, neste caso, ainda bem. Só que cansa um bocadito.
ResponderEliminarE depois, Fernanda, e aqui que não somos tão lidos como nos tempos áureos, o "surpresa" pode ter um efeito táctico para esvaziar adversários mais fanáticos que ficam confundidos. Essa diversidade foi muito útil noutros tempos. Enfim. Não convém explicar mesmo tudo :)
ResponderEliminarEu não estaria tão animado. Há que preencher o vazio da "luta", pelo que se recuperam causas que são populares, mas sem grande "intensidade".
ResponderEliminarComentário lateral... grandes melgas que aqui te aparecem.
Fizeste-me sorrir pelas duas afirmação.
ResponderEliminarMuitas vezes, fico com a ideia que algumas coisas ditas são para tu leres
Como sou praticamente eu que tenho comentado os seus textos e opiniões, sou levada a pensar que eu sou melga. O que me leva ao seguinte:
ResponderEliminara) este blog , apesar de ter publicação de comentários, é para não ser comentado (pelo menos por certas pessoas consideradas de melgas por outros;
b) o Paulo P considera o que escrevo uma meiguice pegada.
De modo nenhum. Quando concordo, compreendo ou digo "nem mais" é porque é isso mesmo que penso.
ResponderEliminarA questão das melgas foi uma brincadeira do Paulo G e estas coisas também devem ser levadas com leveza.
Sim; cada vez se comenta menos nos blogues, mas, respondo, e respondí sempre com gosto.
Vou continuar a fazê-lo e um abraço. Já agora, não respondeu às questões que lhe coloquei. Isso é que interessa e não propriamente estas brincadeiras.
O meu comentário anterior não está completo.
ResponderEliminarPeço desculpa.
bj
bom trabalho.
Percebi.
ResponderEliminarObrigado na mesma.
Comenta o essencial quando quiser ou puder.
Aguardo.
Abraço também.
Percebi que o com surpresa, que podia ser longo silêncio, criaria alguma irritação.
ResponderEliminarMais logo ou amanhã direi mais qualquer coisa. Nem todos os comentários entram totalmente. Veja lá isso.
ResponderEliminarUi, que estes comentadores tipo melga nunca respondem ao essencial. Faça SPAM ou Moderação.
ResponderEliminarHá um qualquer problema com o Sapo de quando em vez e com os comentários. Já há dias apaguei um post sem querer. Vou enviar-lhes uma notificação.
ResponderEliminarA Fernanda fica com o meu número se quiser esclarecer em detalhe alguma questão sem ser por aqui:
919964679
Ou por email
ResponderEliminarpgtrilho@sapo.pt
ResponderEliminarBom registo obrigado.
Peço desculpa pelo problema dos comentários.