quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"a luz dos astros, essa não morre"

 


 


 


 


 



 17109491_JKZJz


 


 


 


 


 


 


 


 


 


(imagem com autor desconhecido)



 



 


Uma lâmpada cheia de azeite vangloriava-se,


uma noite, perante os que passavam ao pé de si,


que era superior à estrela da manhã,


pois projectava uma luz mais forte que todas.


De repente, sacudida por um sopro de vento


que se levantou, apagou-se. Alguém, que a reacendeu,


disse-lhe: "Brilha, mas deixa-te estar calada, ó lâmpada;


a luz dos astros, essa, não morre".


Bábrio


 


Antologia da Poesia Grega Clássica (2009:465).


Tradução e notas de Albano Martins.


Lisboa, Portugália Editora.


(1ª publicação em 28 de Novembro de 2010;


desta vez é dedicada ao meu amigo Gil,


astrónomo amador e residente em A-dos-Francos,


que morreu em 25 de Novembro de 2017, e também ao


Zé Pedro (1956-2017) dos Xutos & Pontapés.)


Sem comentários:

Enviar um comentário