quarta-feira, 1 de novembro de 2017

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O OE2018 inscreve 211 milhões de euros para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos (e acima de 1000 milhões para as falências do BES, Banif e BPN), como sublinha este texto de Santana Castilho. Se as dívidas aos professores ascendem aos impagáveis 5.400 milhões, o financiamento da banca já ultrapassou 20.000 milhões.


Soube-se, por estes dias, que os OE2018 e 2019 inscreverão 600 milhões para o descongelamento das carreiras dos funcionários públicos, que é uma quantia igual à contagem de todo o tempo de serviço dos professores (os únicos a quem o Governo não reconhece esse direito). Pois bem: que sejam esses os números. E o que é que os professores têm a ver com isso, a não ser terem contribuído como ninguém na administração pública para a redução do défice e terem sido alvo do maior despedimento colectivo da história? Não chega? Se não se descongelar carreiras, não há aumento de despesa. Se é para descongelar, que se faça para todos e com o faseamento possível. Ou será que não estou a equacionar bem o problema?


 


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Caldas da Rainha. Praça da fruta. Agosto de 2015.

2 comentários:

  1. Não bastando o prejuizo financeiro de milhares de euros derivado de estarem uma dezena de anos sem o direito a progredir na carreira, o prejuizo financeiro no cálculo do valor de uma hipotética pensão de reforma (uma dezena de anos a auferir o mesmo salário) e conjugando a impossibilidade matemática de ser atingido o topo da carreira numa faixa etária antes da idade legal de uma hipotética pensão de reforma, surge a informação que a maioria dos(as) professores(as) terão de esperar os anos correspondentes ao escalão em que estão, para poderem se candidatar a uma progressão ao escalão seguinte. Num Estado com sentido de justiça e equidade, esses professores poderiam progredir a partir da data em que seja declarado a ativação do processo de progressão e seriam colocados no escalão correspondente ao nº de anos de serviço que prestaram (e não ao escalão seguinte àquele em que ficaram).
    Destruir uma carreira profissional com o intuito de desviar dinheiro para custear fraudes bancárias, fugas fiscais, má gestão e contratos públicos ruinosos, é a atitude mais eficaz para também destruir a motivação.
    Quem é clarividente, entenderá que não são só os docentes a serem prejudicados com esta atitude ignóbil do Estado português...

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  2. É muito lamentável o argumento dos pontos.

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