A situação é grave para a democracia e para a educação. O colégio arbitral decidiu por unanimidade. Considerando a sua composição, a plataforma de sindicatos fica novamente numa posição muito difícil (como aconteceu há dias com a surpreendente rejeição do PCP em relação à ILC). Há uma certeza: a não recuperação do tempo de serviço colocou os professores no limite da paciência e a saturação traduziu-se na forte adesão às greves. A radicalização de posições cresceu e agudizou-se. Se existe uma contenda jurídica e uma discussão financeira, também há uma vertente política e eleitoral. É por isso que falar de vitórias (só vejo perdedores neste clima de desesperança), é não só precipitado como desconhecedor do estado do sistema.
a curto e médio prazo os únicos perdedores são os docentes.
ResponderEliminara longo prazo, poderão serem os estudantes, mas isso depende de variáveis difíceis de escrutinar.
os governantes nunca têm perdas.
O ME só está a jogar politicamente a sua posição pública, para mostrar força perante o povo, mas sabe que não haverá impacto financeiro porque utilizará o crivo das vagas (aliás, fez isso este ano com o descongelamento; só mostrou ao povo que descongelou mas depois só abriu 133 vagas para o 5º escalão, num universo de 4000 profs no 4º escalão em condições de progredir).
A única maneira dos 9 anos serem efetivamente recuperados, é COLOCAR DIRETAMENTE OS DOCENTES NO ESCALÃO CORRESPONDENTE AOS ANOS DE SERVIÇO que possuem, sem submissão a vagas (como aconteceu com os profs abrangidos pela portaria do reposicionamento). Caso contrário, muitos ficarão anos à espera para progredir, sendo o crivo das vagas O IMPEDIMENTO MAIS IMPORTANTE À PROGRESSÃO.
No mínimo, e do modo como se extremou, esta luta ainda terá um longo caminho a percorrer. Está a deixar demasiadas marcas.
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