sábado, 19 de janeiro de 2019

É experimentarmos

 


 


É cíclico. A agenda mediática evidencia o "insucesso escolar no 1º ciclo". É um facto generalizado e que nos deve envergonhar como país. É claro que aparecem de imediato os arremessos aos professores e às escolas (nem de propósito, no dia seguinte a esta notícia lá se "apela a mais uma" "reforma"; e bem sabemos dos devaneios curriculares de Nuno Crato até com os mais pequenos). Mas o que é que esperamos? Somos 10 milhões. Há 2 milhões de pobres, o que inclui 500 mil crianças. 20 % de pobres e números próximos dos 12% de alunos que reprovam logo no 1º ciclo. É experimentarmos reduzir a pobreza que os números baixarão significativamente e com as mesmas escolas.


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Nota: O raciocínio, "se acha que educação é cara, experimente a ignorância”, atribuída a Derek Bok, que dirigiu a Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, pode ter um paralelismo, de algum modo, obviamente, com qualquer coisa como: "se o insucesso escolar é elevado em crianças, experimente atenuar a pobreza".

2 comentários:

  1. Não terá a ver com o crescente número de ciganos a frequentar estes níveis de ensino? A julgar por aquilo que eles próprios afirmam só andam na escola por causa do "rendimento", daí que o sucesso escolar signifique pouco...
    Por aqui o aumento destes alunos nas escolas da cidade tem contribuído para a revitalização das escolas das aldeias. Quem pode leva os filhos para lá!

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  2. A taxa média do insucesso no 1º ciclo no país está acima dos 10% "Ou seja, mesmo na região com melhor desempenho, que é Braga, 11% dos alunos tiveram pelo menos uma retenção e, por isso, não o concluíram no tempo normal".

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