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quarta-feira, 30 de julho de 2025

Que barbaridade!


"Mais de 2200 presumíveis vítimas de tráfico de seres humanos em seis anos. São maioritariamente homens, africanos ou asiáticos. Trabalham como escravos, sobretudo na agricultura. Entre os poucos (muito poucos) ressarcidos está uma mulher vendida duas vezes pela mãe."


segunda-feira, 8 de junho de 2020

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Dos Amanhãs que Cantam

 


 


 


Não é privatizando o sistema escolar, atribuindo "cheques" aos mais pobres e dizendo-lhes que assim matriculam-se nas escolas dos ricos, que se reduzem as persistentes desigualdades. Essa falácia já deu mais do que provas que tem efeitos contrários. As escolas têm limites de vagas e um qualquer sistema de cotas é muito insuficiente. O caminho está há muito conhecido: investir na rede pública de escolas simultaneamente com uma incansável redução da pobreza num processo que atravessa várias gerações. A asserção inicial é que é um "amanhã que canta". É como na imagem: por mais letras e números que lancem, a teimosia ideológica evidencia-se.


Falácia


 

sábado, 19 de janeiro de 2019

É experimentarmos

 


 


É cíclico. A agenda mediática evidencia o "insucesso escolar no 1º ciclo". É um facto generalizado e que nos deve envergonhar como país. É claro que aparecem de imediato os arremessos aos professores e às escolas (nem de propósito, no dia seguinte a esta notícia lá se "apela a mais uma" "reforma"; e bem sabemos dos devaneios curriculares de Nuno Crato até com os mais pequenos). Mas o que é que esperamos? Somos 10 milhões. Há 2 milhões de pobres, o que inclui 500 mil crianças. 20 % de pobres e números próximos dos 12% de alunos que reprovam logo no 1º ciclo. É experimentarmos reduzir a pobreza que os números baixarão significativamente e com as mesmas escolas.


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Nota: O raciocínio, "se acha que educação é cara, experimente a ignorância”, atribuída a Derek Bok, que dirigiu a Faculdade de Direito da Universidade de Harvard, pode ter um paralelismo, de algum modo, obviamente, com qualquer coisa como: "se o insucesso escolar é elevado em crianças, experimente atenuar a pobreza".

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

a pobreza em números

 


 


"A taxa de pobreza mantém-se em 19,5%: aumentou nos idosos e diminuiu nas crianças", diz o Público. Os números têm lógica, já que há mais idosos e menos crianças e são mais um estímulo à emigração quando dizem que 42% dos desempregados estão em risco de pobreza. Ou seja: o risco é estar por cá. Este flagelo vai, obviamente, muito para além dos números e envergonha uma sociedade que não pára de aumentar as desigualdades.


 


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terça-feira, 29 de julho de 2014

desde então nada disso aconteceu

 


 


1ª edição em 29 de Agosto de  2013.


 


 


 


A frase em título é a que se segue ao parágrafo que escolhi para a imagem do post e foi obtida em Amos Oz (2013:202), "Cenas da vida de aldeia", D. Quixote, Lisboa.


 


A obra de Amos Oz tem um fascínio comovente. A literatura tem o condão inigualável de nos fazer viajar sem sair de casa, mas "As cenas da vida de aldeia" chegaram-me na ida e na volta de uma inesquecível viagem com um final em coincidência temporal com mais uma tragédia dos bombeiros portugueses comentada pelos que "sempre avisaram" para as pragas dos eucaliptos e das responsabilidades locais e que me recordam a única certeza existencial dos populistas na ajuda aos pobres: a publicitação do acto.


 


 


 






 

Desde então nada disso aconteceu (página 203). 

sábado, 29 de março de 2014

imagens da tragédia

 


 


 


 


 


 


Numa sexta-feira recente, pelas 21h00 na estação de Santa Apolónia em Lisboa, assisti a uma situação semelhante. A entrada da estação estava vazia até chegar uma carrinha de distribuição de refeições quentes. Aproximaram-se, em silêncio, dezenas de pessoas que estavam "invisíveis". Percebia-se alguma vergonha, várias traziam crianças pela mão e estavam longe de aparentar aquela circunstância (e diga-se o que se quiser das aparências). Percebia-se a "familiaridade" com os voluntários e o silêncio vigente era concludente.


 


 


 



 




quinta-feira, 20 de junho de 2013

escolas para ricos e escolas para pobres

 


 


 



 


 


 


Os dados do eurostat de ontem são taxativos: Portugal, a exemplo da Grécia e da Eslováquia, pertence ao grupo reduzido de países europeus onde aumenta a pobreza através duma "solidariedade" que enriquece os ricos.


 


E a situação agravar-se-á ainda mais nas taxas de escolaridade se prevalecer por muito mais tempo o thatcherismo que precariza até ao limite mínimo a profissionalidade dos professores e que em última instância criará escolas para ricos e escolas para pobres. O aumento de alunos por turma, o aumento dos horários dos professores, a revisão curricular, os mega-agrupamentos, os despedimentos e as ameaças de mobilidade especial e de horário zero são medidas que, para além de tudo, pretendem quebrar a resistência do grupo profissional que está na primeira linha e que há anos a fio tem erguido uma barreira a este insuportável ultraliberalismo. A defesa do emprego é desvalorizada pelo cinismo das nossas "elites" na tentativa de impedir que os direitos mais elementares sejam reivindicados pelos cidadãos.


 


 



 


 

segunda-feira, 30 de maio de 2011

osso

 


 


Não gosto de fazer posts sobre a violência nas escolas, mas não me passam ao lado os acontecimentos dos últimos dias. Há muito que se sabe que a ambição escolar da uma sociedade é decisiva para o sucesso escolar e que esse valor insuperável necessita de boas condições de vida; é assim e ponto final. Só depois, e numa fatia muito menor, é que entram as instalações escolares e o papel dos professores. É evidente que, por vezes e num ou noutro caso, um professor pode fazer a diferença.


 


Quando vemos manchetes de jornais com jovens presos ou com números da pobreza chocantes (2 em cada 5 crianças), mais se acentua o desprezo pelos pato-bravistas da parque escolar ou pelos trágicos perseguidores dos professores. Isto não é demagogia nem radicalismo esquerdista. É a dor de quem sente no osso o pulsar do quotidiano escolar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

lúcidos e realistas

 


 


 


Uma sociedade que queira mesmo elevar os seus níveis de escolaridade, e por via disso da qualidade de vida, tem de reduzir as desigualdades sociais e eliminar a pobreza. Tem de estabelecer esses objectivos sem tibiezas, como primordiais e sem recuos de circunstância. Tem de organizar um estado eficiente, sem corrupção e que não proporcione benesses de qualquer espécie. Tem de eliminar as oligarquias partidárias que se servem do estado e não pode tolerar a ocupação de cargos financiados pelo erário público sem eleição ou concurso transparente. E podíamos estar a noite a debitar as verdadeiras características de uma sociedade livre, democrática e razoável. Repare-se no detalhe que pode ler a seguir em relação às causas da pobreza.


 



Portugueses acreditam que quem nasce pobre, pobre permanecerá


 


"Os portugueses parecem acreditar pouco na ascensão social. Quando questionados sobre quais as razões porque as pessoas são pobres, o facto de se crescer numa família com necessidades e de não se ter recebido apoio dos familiares e amigos nas alturas certas é a principal explicação avançada. Uma percepção que diverge da média da UE que aponta antes para a falta de qualificações como o principal motivo da pobreza.(...)"

sábado, 4 de dezembro de 2010

pobreza

 


 


 


Proliferam os estudos que indicam que as nossas crianças são as mais pobres dos países da OCDE, que cerca de metade dos alunos que frequenta o primeiro ciclo de escolaridade passa fome e que trinta por cento não consegue fazer os quatro anos sem reprovações. São números que chocam, num país desgovernado por uma elite política embriagada em mordomias ilimitadas. Já não há quem classifique este discurso de populista ou de demagogo.


 


Choca-me também, e ainda na Educação, o antigo apetite dos gulosos do costume ao orçamento do ME. É impressionante como querem continuar a privatizar lucros, desta vez deitando a mão ao que resta do ensino não superior. De forma consciente ou não, estão a prestar um serviço aos semi-desempregados da bolha imobiliária. Está inserida neste tipo de comportamento a explicação para o nosso ancestral atraso.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

para além da superfície

 


 


Assuma o estado de sítio o desenho mais variado, é seguro que começa quase sempre pelo emboprecimento que atinge os mais frágeis. Se há fome nas crianças é porque estamos a um passo da hecatombe social.


 


Por mais alertas que se fizessem, a sociedade portuguesa teimou em armazenar na escola as suas crianças e ausentou-se da sua Educação. Não há nada melhor que uma escola possa oferecer a uma família ausente do que um tutor. Para a sociedade sem escola é uma espécie de atestado de desta já me livrei. E sabe-se como essa decisão apenas espelha um estado de desespero e um caminho para o abandono escolar; são raras as excepções. Chegámos ao limiar do absurdo: as crianças estão a ficar sem almofada alimentar.


 


O caderno de encargos da escola tornou-se insuportável, como não me canso de escrever. Se até aqui o problema era civilizacional e do ensino, agora passa-se para o domínio da sobrevivência. Cada vez são mais as crianças que só conseguem comer num dos sítios da sociedade. Onde? Na escola, obviamente.