Escrevi em 13 de Setembro:
"Ou seja, o gradualismo é sugerido com as melhores intenções e com a ideia do não regresso ao confinamento total. Mas talvez este regresso em massa seja um caminho para a imunidade de grupo que contrarie os receios de um regresso em massa "obrigatório" para que dentro de pouco tempo se tenha que dizer: "tentámos, mas temos que voltar a confinar." Apesar de tudo isso, preferia um regime que assegurasse permanentemente os cuidados conhecidos a pensar nas vertentes sanitária (salvamento de vidas) e económica."
O titulo induz em erro. O que é referido é que a imunidade de grupo envolve riscos elevados de mortalidade em vários países mas epidemiologicamente ela existe, sendo o exemplo mais emblemático o da gripe comum: o virus anda livremente na população, sabendo-se que pode ser letal só em circunstâncias especificas porque a maioria tem imunidade suficiente para que não seja letal. E essa imunidade foi obtida ao longo do tempo, onde uns morriam e outros sobreviviam, como o modelo darwinista/wallacista preconiza.
ResponderEliminarO confinamento só é solução biológica, provocando mortalidade pela via social; portanto, não se morre da doença, morre-se da cura. A abordagem humanista seria de combate nas 2 frentes, biológica e social, mas para isso era necessário mudar o paradigma económico, eliminando todos os parâmetros que induzem à acumulação de riqueza e impedem a sua distribuição, mas isso era mexer com os mais poderosos interesses egocêntricos instalados no planeta. Assim, é mais fácil e rápido deixar ir morrendo gradualmente a ralé, pela via biológica e social...
Mas foi exactamente assim que li a notícia.
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