Foi muito agradável. O sinal sonoro dificultou-me a audição das perguntas da moderadora (começava a responder com alguma incerteza e já mudei os auscultadores que, aliás, tinham dado sinal de desgaste no teste) e o sinal de internet de alguns participantes também dificultava a visualização. Resultados do confinamento e do uso massivo destes meios. Que se acelerem as vacinas.
Muito bom o programa.
ResponderEliminarSobriedade e sem esquemas, porque a assertividade não precisa de defesa, singra por ela.
A defesa de tudo aquilo que não funciona na escola é que precisa de agressividade e entusiasmo desmesurado. E imposição, muita.
Bem haja aos três. Dignos da profissão que têm.
Rui Ferreira
Muito obrigado, Rui.
ResponderEliminarNão partilho totalmente a vossa posição sobre o horário letivo: o Guinote disse que o desgaste na aula fisica é diferente da aula digital. Pedagogicamente, considero que é semelhante, e falo do desinteresse como sinónimo de desgaste. Não é o nº de horas letivas digitais mas a metodologia de trabalho e o conteúdo. Utilizando uma pedagogia construtivista, de aprendizagem por descoberta, de indole cooperativa, com avaliação formativa, a aula digital será próxima da aula presencial (onde também se usa a mesma metodologia para aprendizagem interativa e para combater o desgaste/desinteresse). Aliás, ironicamente a aula digital elimina um fator destrutivo no ambiente presencial: a indisciplina. Aqueles alunos que com frequência perturbam a aula com atitudes e comportamentos disruptivos, na aula digital não podem exercer, permitindo que o trabalho não seja interrompido.
ResponderEliminarSejamos diretos: não são as horas letivas em frente do ecran que são o desgaste, porque todos sabem que muitos estudantes estão horas consecutivas em frente do ecran e não se cansam; pelo contrário, até se torna uma adição. Se o conteúdo for lúdico/entretenimento ou social/convivio, esse desgaste/desinteresse não ocorre mas se o conteúdo for cultural/curricular/intelectual a tendência é o desgaste/desinteresse. Garantidamente, se as horas letivas digitais fossem dedicadas a jogos, videos youtube, instagram, redes sociais, convivio lúdico, não surgiria nenhum desgaste nem cansaço decorrente da quantidade de horas dispendidas em frente do ecran... (e falo com base na experiência profissional como pessoal)
Não se assume que, genericamente, a geração millenial tem menos curiosidade intelectual mas mais apetência de consumo hedonista e pusilânime (derivado do ambiente hiperestimulador em que nasceu e cresceu), o que influencia a capacidade de aprendizagem. E por causa desta característica, não será alheia a tendência de introduzir o conceito de 'gamificação' na aprendizagem, numa espécie de assunção de derrota, cumprindo o adágio antigo, "se não os podes vencer, alia-te a eles"...
Portanto, o que torna pesaroso cumprir o horário letivo a nivel digital, não são a quantidade de horas mas a metodologia de trabalho e o conteúdo das aulas.
Penso que se concorda com o que dizes “ Portanto, o que torna pesaroso cumprir o horário letivo a nivel digital, não são a quantidade de horas mas a metodologia de trabalho e o conteúdo das aulas.” desde que existisse uma redução temporária da carga curricular no presencial e no remoto de emergência. E, claro: com confiança nos professores e sem a hiperburocracia digital.
ResponderEliminarA hiperburocracia existe por causa da avaliação sumativa; portanto, bastava suspender esta, e a sua existência tornava-se obsoleta. Como a avaliação sumativa serve prioritariamente para vigilância do trabalho docente, usando o argumento da monitorização das aprendizagens para o esconder, nenhum governo tem coragem de suspender, com o receio de uma anarquia pedagógica a nivel estudantil.
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