terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O Preço Da Desigualdade

 


 


1ª edição em 27 de Março de 2014.


Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.


 


Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")


 



 


 


Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.


 



 


 


Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.


 



 


 


Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.


 


 



 


 


Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.


 



 


 


Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.


 


11 comentários:

  1. Este senhor foi despedido do banco mundial em 2000 quando detinha o cargo de vice presidente por ter posto a nú o tratado secreto entre os países ocidentais, o banco mundial e FMI, onde de acordo com ele, o objectivo passava por transferir tudo o que era de governação pública para privados. A sua punição foi o afastamento dos círculos superiores durante oito anos, até Sarkozy o ter ido buscar para o seu conselho económico. Ajudou ainda em 2001 a descrever o que era o CAS (country assistance strategy), um dos documentos que hoje em dia comanda a troika e que é entregue aos governos que procuram ajuda financeira no FMI ou Banco Mundial. Se há pessoa que sabe porque é que os países entraram em desgraça, este é um deles.

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  2. O Joseph Stiglitz é um economista notável, e dos poucos juntamente com o Roubini que previu esta crise. É bom que se lembre que ele é o pai das teorias que explicam a imperfeição dos mercados e da informação assimétrica, que reabilitaram o papel do Estado como regulador no virar do milénio. Foi ele que trouxe a evidência sobre o preço da desigualdade social e económica, no livro do mesmo nome. O livro de Stiglitz sobre a forma inadequada como a crise foi atacada (Freefall: America, Free Markets, and the Sinking of the World Economy) e a sua contribuição escrita para compreender a globalização (Making Globalization Work e Globalization and its Discontents) são notáveis. O ponto de vista dele sobre o caminho trilhado pela Europa e pelo euro merecem no mínimo ser atentamente considerados.

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  3. O meu comentário anterior foi em defesa do economista. É notável, sem senhor e honesto...

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  4. paulo guilherme trilho prudêncio28 de março de 2014 às 21:07

    Obrigado pela informação.

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  5. Interessante! São estas pessoas - Stiglitz e outros - que, perante a queda do marxismo, nos dão alento e coragem, que nos permitem reconhecer alguém que nos ajude a pensar e a posicionarmo-nos fundamentadamente.

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  6. Exacto Luís. Concordo com o teu comentário.

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  7. Subscrevo o comentário de Redes. Alento, nem mais. Interessante post.

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  8. O que seria interessante saber agora é o que as pessoas tencionam fazer com esse conhecimento.

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  9. Exactamente. Fala-se, fala-se, mas a engrenagem...

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