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sexta-feira, 26 de agosto de 2022

Bosh


Gosto de rever museus. Não me importo quando uma viagem se resume a esses espaços, aos alojamentos e a curtos passeios. A revisão permite aprender mais e atenua a busca do tempo perdido. O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol).


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Bosh, Museu do Prado. (este vídeo ajuda)


A internet permite saber muito mais. Basta googlar.


Contudo, a presença física continua insuperável.


 


terça-feira, 11 de janeiro de 2022

O Preço Da Desigualdade

 


 


1ª edição em 27 de Março de 2014.


Só o tempo ditará o alcance da última obra de Joseph Stiglitz (Prémio Nobel da Economia de 2001 - o que dá logo outro crédito -) "O preço da desigualdade". Mas o diagnóstico é tão certeiro, que se fica com a sensação, e à medida que o tempo passa, que o livro se tornará num clássico da economia política.


 


Na página 38 podemos ler uma asserção cada vez mais óbvia (o "Se tal não for feito...", refere-se a "(...)os mercados têm de ser mais uma vez domados e moderados.(...)")


 



 


 


Na mesma página, podemos precisar um recuo civilizacional que vai, como se constata, acentuando as desigualdades.


 



 


 


Na página 41 percebemos a quebra de um contrato.


 



 


 


Na página 42 reconhecemos os ingratos que não param de desmerecer a escola pública.


 


 



 


 


Na página 44 somos confrontados com um dilema de Joseph Stiglitz. Embora o autor considere a prevalência das forças económicas, acaba por imputar ao poder político a responsabilidade pelo estado a que chegámos e cujo preço total a pagar ainda é desconhecido.


 



 


 


Na página 50 encontramos o parágrafo escolhido para a contracapa do livro e que começa na frase que sublinhei com uma seta vermelha. O editor escolheu assim. Penso que não teria tido um escolha pior se tivesse começado pela frase que seleccionei com um seta verde.


 


terça-feira, 13 de agosto de 2019

A Casa de Aldán

 


Existem locais que resistem ao tempo. Aldán, na Galiza, um porto piscatório do outro lado de Vigo, realiza o conceito de resiliência. Tem praias perto, mas não é um lugar de veraneio. O pequeno porto mistura a actividade piscatória com embarcações de recreio. Pode-se alugar um passeio pelas rias baixas.


Não era fácil dar com o lugar, mas hoje não é assim. Quem circula pela autopista que liga Vigo a Pontevedra, deve sair na direcção de Cangas logo a seguir à ponte de Vigo. Depois é seguir as placas: Cangas, Bueu e Aldán. Tudo em autovia sem portagens.


Qual é a magia de Aldán? A localização, sempre com ampla vista para o mar, e o silêncio enriquecido pelo som das gaivotas ou dos barcos dos pescadores. Apreciar a actividade do porto e fazer caminhadas pelas redondezas são outros modos de aproveitar o tempo. Mas Aldán tem dois factores imbatíveis: uma pousada e um restaurante.


A Casa de Aldán é um privilégio que se requinta com o passar do tempo.


 


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O restaurante é uma tasca de peixe e marisco. Tem uma carta com uma dezena de soluções. Está sempre com lotação esgotada. É tudo fresco, grelhado na brasa ou cozinhado no vapor e a preços inacreditáveis. Para se ter uma ideia, os mexilhões, e que mexilhões, que verá nas imagens seguintes são a 4,5 euros a dose e as navalhas, e que navalhas, a 6 euros a dose. Sardinhas, e que sardinhas, a 1 euro cada e por aí fora.


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Post de 10 de Agosto de 2016.

terça-feira, 19 de março de 2019

Até Ao Fim

 


 


Estou a terminar a muito boa tetralogia "Amiga Genial", de Elena Ferrante. Já sinto alguma saudade, embora não preveja uma segunda leitura nos próximos tempos. Mas não sei. Li que se podia ficar pelo segundo volume: os outros dois seriam mais do mesmo. Discordo. É mesmo uma tetralogia. O quarto volume projecta ainda mais a densidade de uma obra marcante para a história recente da Europa (segunda metade do século XX).

terça-feira, 3 de outubro de 2017

decorando os detalhes

 


 


 


 


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Percebi que era habitual o detalhe. Gostei muito e registei. Lembrei-me de um texto que li em 2014. Fazem boa companhia. Ora leia.


 



"Comportamo-nos como se as pessoas de quem gostamos fossem durar para sempre. Em vida não fazemos nunca o esforço consciente de olhar para elas como quem se prepara para lembrá-las. Quando elas desaparecem, não temos delas a memória que nos chegue. Para as lembrar, que é como quem diz, prolongá-las. A memória é o sopro com que os mortos vivem através de nós. Devemos cuidar dela como da vida. Devemos tentar aprender de cor quem amamos. Tentar fixar. Armazená-las para o dia em que nos fizerem falta. São pobres as maneiras que temos para o fazer, é tão fraca a memória, que todo o esforço é pouco. Guardá-las é tão difícil. Eu tenho um pequeno truque. Quando estou com quem amo, quando tenho a sorte de estar à frente de quem adivinho a saudade de nunca mais a ver, faço de conta que ela morreu, mas voltou mais um único dia, para me dar uma última oportunidade de a rever, olhar de cima a baixo, fazer as perguntas que faltou fazer, reparar em tudo o que não vi; uma última oportunidade de a resguardar e de a reter. Funciona."


 


 "Aprender de Cor quem Amamos"


Miguel Esteves Cardoso (2014),



"As Minhas Aventuras na República Portuguesa"


 


 


 

quinta-feira, 27 de julho de 2017

outro concerto memorável - A Vida de Verdi

 


 


 


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Concerto às 21h30. Passámos pelo largo do Teatro Nacional de S. Carlos às 18h30 e já só havia dois lugares na zona frontal. Não os perdemos. Revezámo-nos até à hora marcada. O tempo é imparável e o lugar "ultrapassou" as melhores expectativas. O som esteve perfeito. Para além do referido no programa, o "Va, Pensiero" (vídeo mais abaixo), de uma beleza comovente (não ligue, acabei de ver o episódio 10 da série, RTP2, "Amor em Berlim" e estou emocionadíssimo), tornou o concerto inesquecível. Se a pontualidade é a regra, e foi cumprida no início, o concerto não durou pouco mais de uma hora como anunciado: foram mais de duas e ainda bem.


 


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NabuccoAbertura 


ErnaniSi ridesta il leon di Castiglia


Il CorsaroAlfin questo corsaro… cento leggiadre vergini


MacbethPatria opressa


RigolettoTutte le feste al tempio… Sì, vendetta


Il TrovatoreVedi le fosche notturne spoglie


La traviataAddio del passato


I Vespri SicilianniAbertura


Un ballo in MascheraEri tu che macchiavi


La Forza del DestinoLa Vergine degli angeli


Simone BoccanegraCome in quest’ora bruna


Don CarloO Carlo ascolta


AidaGloria all’Egitto ad Iside


OtelloAve Maria


FalstaffÈ sogno o realtá?


NabuccoVa, pensiero





 




 


sexta-feira, 16 de junho de 2017

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Bosh

 


 


 


Gosto de rever museus. Não me importo quando uma viagem se resume a esses espaços, aos alojamentos e a curtos passeios. A revisão permite aprender mais e atenua a busca do tempo perdido. O acervo do Prado é o que se sabe, mas permitam-me que escolha o tríptico "The Garden of Earthly Delights" de Hieronymus Bosch (El Bosco em espanhol), que justificou uma sessão interessante no último Folio de Óbidos.


 


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Bosh, Museu do Prado. (este vídeo ajuda)


 


internet permite saber muito mais. Basta googlar.


Contudo, a presença física continua insuperável.


 


1ª edição em 15 de Outubro de 2016

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

"A Vegetariana" é o meu livro de 2016

 


 


 


"A vegetariana" de Han Kang é o meu livro de 2016, mesmo que outro me surpreenda no que resta do ano. Numa conservadora atmosfera sul-coreana, Yeong-hye, "uma mulher absolutamente normal, que não era bonita nem feia, que fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas que nunca reclamava, e que deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos como ele sempre gostara", deixou, no dia em que teve um pesadelo terrível, de comer carne; e de a cozinhar. Provocou uma revolução relacional dentro e fora de casa. Terminou classificada como louca, como um qualquer Giordano Bruno. É um romance tão inesquecível que merece um segundo post.


 


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domingo, 4 de setembro de 2016

uma boa dupla

 


 


 


 


  


Talvez o melhor livro de Italo Calvino (a cada leitura mais isso se acentua)


Joseph Stiglitz (justifica sempre quando é alguém do lado dos fracos e ponto final).


 

domingo, 8 de maio de 2016

Gincana do Onofre 2016

 


 


 


Há umas duas décadas que se realiza, na EBI de Santo Onofre, "A gincana do Onofre". Os alunos formam equipas e convidam um professor. Este ano, foi, mais uma vez, muito interessante. "Amigas Onofre" foi a minha equipa. As alunas trataram de toda a logística e tiveram uma participação inesquecível.


 


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A meio da gincana, as alunas registaram de imediato o seu estado de alma neste mural.


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O momento da partida com camisolas a condizer: Rita, Maria Inês, Inês, Paulo, Mónica e Joana.


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 A meio do percurso, na parte alta da "Praça da Fruta" (Caldas da Rainha).

terça-feira, 8 de março de 2016

08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores

 


 


 


 


"08/03/08 - Memórias da grande marcha dos professores" é o título do último livro do Paulo Guinote que li com emoção. Por mais racional que se queira ser na análise de uma obra de inegável importância histórica, é impossível escapar às constantes viagens a um tempo que deixou marcas muito negativas na atmosfera relacional e organizacional das escolas públicas e que levará anos a ultrapassar. Olhando a esta distância, mais se eleva a capacidade de um grupo profissional para resistir a uma confessada guerra em nome das denominadas "Novas Políticas de Gestão Pública" que rapidamente se transformaram, como aconteceu com a tragédia da France Telecom, numa espécie de totalitarismo por via administrativa.


 


Como se imagina, transcrever as passagens mais significativas é uma impossibilidade. Todavia, o Paulo Guinote (2016:61) diz assim: "(...)Em defesa dos professores, durante muito tempo, as vozes seriam escassas e poucos eram os que ousavam sair do alinhamento definido na 5 de Outubro e São Bento; José Gil e Manuel António Pina eram duas notáveis excepções:(...)"


 


E quase a terminar, o Paulo Guinote (2016:321) conclui: "(...)Ao contrário dos que temeram que a abertura da discussão e do debate acentuasse divisões na classe docente, a realidade demonstrou que é mais eficaz a mobilização de um grupo profissional informado, esclarecido e seguro das suas opções do que uma massa acrítica e informada de forma enviesada. A transparência e o rigor são armas mais eficazes para a mobilização do que a névoa e o facciosismo.(...)"


 


O Paulo Guinote (2016:43) inclui o seguinte post do Correntes"Professores a caminho - Caldas da Rainha, 6 de Março de 2008".


 


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