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Na educação, temos um Governo na linha do executivo de José Sócrates (ou, em geral, "na de Passos Coelho com patine José Sócrates"). E antes do mais, e para lá do primeiro-ministro ter um perfil com semelhanças que tantos não se cansam de sublinhar, também recebe a cooperação estratégica de Cavaco Silva e o apoio de toda a direita. Mas na educação, onde, objectivamente, também regista a anuência de toda a direita, o Governo não só mantém intactos quatro eixos decisivos, como tudo fará para os desenvolver. A relembrar: proletarização da carreira dos professores, autocracia na gestão escolar, farsa avaliativa do desempenho com quotas e vagas (ou prémios de desempenho) e inferno burocrático como inversão do ónus da prova. E por fim, o Governo até traz à memória a saga do computador Magalhães (uma ideia que o pato-bravismo também destruiu), ao anunciar que quer "dar a cada aluno um tutor de IA que ouve, orienta e inspira a sua aprendizagem". Veremos como é que a inteligência natural fará a compatibilização desta epifania - a telescola 3.0 - com a proibição do smartphone e com os algoritmos que viciam as crianças e os adolescentes nos discursos de ódio e na desinformação.
O pré-anúncio da substituição da docência humana pela máquina, solução salvadora da carência estrutural e redutora do custo salarial...
ResponderEliminarEste governo é o Passismo 2.0; só os iletrados politicos é que não perceberam que a subida a lider do PSD era a continuidade do governo 2011-2015, caso tivesse maior votação, como aconteceu. E tem uma maioria absoluta informal porque o Chega tem afinidade com esta ala conservadora do PSD, e votará favoravelmente muitas leis em várias áreas. Uma delas é a laboral, e por isso é que foi proposta a alteração profunda no código do trabalho, que faz regressar o modelo do trabalho ao inicio do século passado. Já é um vislumbre do que vai ser alterado no ECD, que muitos grisalhos ainda vão apanhar...
Muito bom, Mário.
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