O post sem espaço pode levar a conclusões diferentes das minha reais intenções. Não me passou sequer pela cabeça a ideia de associar as políticas em curso em Portugal com o nazismo. Esse trágico período da história é demasiado cruel para permitir analogias ligeiras.
O registo de contenção de caracteres levou-me a acrescentar no último parágrafo do post uma espécie de pré-aviso. O tempo histórico é o que é e tenho ideia que os europeus assumem, e com razão, que os horrores da segunda guerra ocorreram há um piscar de olhos e que foram perpetrados pela mesma nação que agora parece dominar a Europa. É duro, mas é assim. Julgo que os alemães não se libertaram do mesmo temor e devem continuar sem perceber muito bem como-foi-possível.
Pelo que se vai percebendo, o nosso Governo tem uma crença na austeridade em curso, que vai destruindo a nossa economia e o emprego, que só tem paralelo nos executivos da Alemanha, Holanda e Finlândia. Existem receios de que se esteja a criar uma caldo propício ao aparecimento de populistas, que se aproveitarão também da corrupção que invadiu a Europa. Se a Itália e a Espanha não resistirem, a França e a Alemanha poderão seguir o mesmo caminho e nem mais a norte se respirará.
Os últimos dias pareceram indicar que os crentes na austeridade-sem-mais-associada-ao-esmagamento-de-tudo-o-que-é-público estão a recuar. Que o façam, mas que não nos tentem enganar com a retórica e que assumam a responsabilidade.