Mostrar mensagens com a etiqueta cópias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta cópias. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

dual(idades)

 


 


 


 


Estudar comparando modelos é um exercício elementar, mas observar países diferentes exige que se considere a história. Foi risível a forma como se anunciou a supervisão da ministra alemã na implementação, nos países do Sul, do ensino dual.


 


Se não estivéssemos mais do que vacinados contra as cópias que mais não são do que terraplanagem e desprezo pela nossa história, ainda podíamos tolerar. Desta vez a caricatura assume formas já conhecidas. Os plagiadores, os de lá e os de cá, limitam-se a sublinhar que a falência é acima de tudo moral.


 


O que se pode ler aqui é elucidativo sobre a ministra alemã da Educação (se se fizesse uma purga semelhante por cá, dizem-me que era uma razia):


 


"(...)Após esclarecimentos e discussão, o CC subscreve o exame minucioso da comissão:




a dissertação da senhora Schavan tem plágio literal de textos em quantidade significativa (sem menção de autor). A quantidade e a forma como foram utilizados “ipsis verbis”, a não indicação das obras/dos artigos em notas de rodapé ou nas fontes bibliográficas resultam, no entender do CC, uma ideia global: a doutoranda disseminou, de forma sistemática e deliberada, pensamentos/ideias que na realidade não eram seus/suas. A senhora Schavan não conseguiu “remover esta imagem”.




A faculdade constata a fraude por plágio intencional. Esta decisão foi tomada com 13 votos a favor e 2 abstenções.




Em seguida, o CC apreciou cuidadosamente todos os argumentos, em especial os que são favoráveis à interessada, nomeadamente:




o intervalo de tempo decorrido desde que a dissertação foi escrita, assim como o fato da pessoa em causa não ter nenhum outro grau académico para além deste.(...)".

terça-feira, 3 de abril de 2012

no mínimo

 


 


Quando se ouve falar da praga das cópias de teses e dissertações somada à batota institucionalizada nos trabalhos e exames do ensino superior, surpreende-me a notícia do presidente húngaro. Ao que julgo saber, Portugal ficaria muito depauperado de quadros.


 


Presidente húngaro demitiu-se por ter plagiado na tese de doutoramento

quarta-feira, 15 de junho de 2011

a vergonha das cópias

 


 


Fiz o estágio para professor no biénio 1983 a 1985, em Chaves. Era um jovem de 24 anos e com poucos anos de serviço docente. Éramos 24 professores em profissionalização em exercício. Reuni toda a documentação e passei o verão a elaborar o Plano Individual de Trabalho (PIT). Entreguei-o em Setembro de 1983. Fui o único não aprovado pelo Conselho Pedagógico, porque não respeitava a grelha estabelecida sem qualquer inscrição legal. Não desisti. Depois de uma longa saga em que só o meu orientador me apoiava, a escolástica cedeu em Abril do ano seguinte e após a assertiva intervenção da Inspecção-Geral da Educação. Durante o processo, os inquisidores não pararam de me sugerir: faça como é comum: copie, que assim ficamos seguros na aprovação. Senti-em honrado com o desfecho da coisa nos mais variados domínios.


 


Desde aí que o meu juízo deu voltas sem fim com a desgraça das cópias que proliferam entre professores. Voltei a sentir a síndrome ao longo dos anos. Para não ferir susceptibilidades, não relato mais exemplos. Ainda há dias um blogger descreveu estas coisas abjectas sobre a avaliação de professores. O mundo da papelada no sistema escolar faz corar qualquer um. Não é de estranhar, portanto, o que vai ler a seguir. Portugal está também na bancarrota moral.


 


Futuros magistrados apanhados a copiar tiveram todos dez


"Indícios de que 137 auditores que estão no Centro de Estudos Judiciários (CEJ) a formarem-se para serem magistrados copiaram num teste levou à anulação do exame. Face à impossibilidade de encontrar uma data para repetir o teste a direcção da instituição decidiu atribuir nota dez a todos os futuros magistrado."