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terça-feira, 15 de outubro de 2013

a vez de angola

 


 


 


 


 



 


 


 


 


As relações entre Angola e Portugal conhecem uma fase que se relaciona com a nossa condição de protectorado. Nem os dirigentes políticos da Guiné-Bissau, como dizem os angolanos, permitem tamanha devassa do seu país. Estamos, ainda na inspiração angolana, mais abaixo do que a Guiné-Equatorial. É toda uma malta como uma cultura meritocrática muito estratificada.


 


"Desde 9 de Janeiro de 2013 que é preciso visto para entrar em Moçambique, disse-me alguém da TAP. A embaixada de Moçambique em Lisboa só emite 30 vistos por dia e as filas de espera formam-se às 04h00 da madrugada, acrescentou. O visto só é concedido com uma série de garantias, tal a degradação da vida em Maputo para muitos dos portugueses."


 


Ainda estará na memória, mesmo que curtíssima, o que se fazia no aeroporto da Portela com a proibição de entrada aos moçambicanos e angolanos que nos imploravam refúgio. Mas que grande lição da história. Muitos, como os que estão na imagem, advogaram a proibição e depois estimularam os seus compatriotas a passarem pela humilhação made-in-mozambique como se fosse uma oportunidade. Aos oportunistas nunca escapa o conceito de oportunidade, como se observa com as trapalhadas de Rui Machete que podia muito bem figurar na imagem.









segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

rasto da colonização portuguesa

 


 


 


 


 


Contributo da Manuela Silveira.








“Suspiramos pela Democracia, mas nunca lhe quisemos pagar o preço. O preço da Democracia é (…)a mais difícil, repetimos, das educações: a educação que faz homens livres e virtuosos. E por que não a tivemos? – Porque força é insistir, jamais fizemos da educação o serviço fundamental da República.


(…)Porque jamais tivemos regime (…)em que não houvesse a classe que se beneficia do Brasil e a que trabalha, peleja e sofre para a existência dessa outra classe.


Às vezes ponho-me a indagar: por que será que o Governo, entre nós, há-de ser sempre como um bem privado, que se conquista como se fosse um tesouro, uma riqueza a ser distribuída com os amigos, companheiros e partidários? Tal concepção é tão profundamente generalizada no Brasil que me ponho por vezes, a indagar da origem, por certo, vigorosa de tão estranha deformação.


E ocorre-me que talvez não tenha sido inocente a este respeito o método de colonização português.”


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AUTONOMIA PARA A EDUCAÇÃO NA BAHIA




"(...)E ocorre-me que talvez não tenha sido inocente a este respeito o método de colonização português. Enquanto a Inglaterra colonizava por meio de companhias comerciais organizadas para o objectivo privado da exploração e do lucro e estas companhias comerciais, por força das circunstâncias faziam-se governo e estado, adquirindo, sem o quererem, funções públicas de ordem e poder de tributação, Portugal colonizava por intermédio de Governos que se faziam por força ainda das circunstâncias, comércio e exploração de lucro privado. Assim, enquanto na colonização inglesa era o comércio, era o privado que se fazia público, na colonização portuguesa, era a autoridade pública, o governo que se fazia comércio, que se fazia poder privado e particular. Julgo que está aí, talvez, um pouco da explicação do privatismo irremediável com que ficou maculado o nosso conceito de governo.


 


 


 


Teixeira, Anísio.


Autonomia para educação na Bahia. 


Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos.


Rio de Janeiro, v.11, n.29, jul./ago. 1947. p.89-104