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segunda-feira, 24 de abril de 2017

dos portugueses em Londres e do 25 de Abril

 


 


 


A Grã-Bretanha, talvez mais a Inglaterra, vai preparando a saída da União Europeia. Ao que percebo, os ingleses só querem aceitar emigrantes com formação superior que se destinarão, em regra, aos empregos que os britânicos rejeitam. Já se formam filas de espera para não perder o visto; e o emprego. E quais são as nacionalidades desses candidatos? Em primeiro lugar, portugueses e espanhóis. Ou seja, a geração mais escolarizada de sempre, com o financiamento da escola pública até ao superior ou com as altas propinas pagas pelas famílias no superior privado, tem este destino. Em Portugal, e a exemplo dos "camareros espanhóis", "só há" empregos com décadas de precário ou abaixo do salário mínimo mais mínimo da Europa do euro. Custa a engolir para quem festeja amanhã 43 anos do 25 de Abril.

domingo, 19 de abril de 2015

dos ministros e dos governos

 


 


 


"Mas Mariano Gago fez parte do Governo de Sócrates e Lurdes Rodrigues. Esteve nos conselhos de ministros onde se decretou a guerra aos professores e à escola pública, conforme confessou António Costa". Foi mais ou menos assim que ouvi uma crítica que se repetirá.


 


Mariano Gago foi um muito bom ministro da ciência nos governos de Guterres e acumulou o ensino superior nos de Sócrates onde aprofundou ideias políticas sobre o desenvolvimento da ciência. Não lhe conheço uma declaração pública de apoio ou de rejeição (tenho ideia que se demarcou no pico de contestação) ao desmiolo de Lurdes Rodrigues, mas recordo a imagem seguinte da última página do Expresso e convenço-me que olharia para tudo isso do mesmo modo que criticou com veemência os achamentos ultraliberais de Passos e Crato. Há uma "falha" geracional por causa da emigração forçada que Portugal já está a pagar, que se acentuará e que será muito difícil de recuperar.


 


 


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segunda-feira, 30 de junho de 2014

se nos ocuparem o interior, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a perceber o acontecimento?

 


 


 



 


 


Se um dia os denominados Jihadistas recuperarem Granada e Córdoba com a ideia de dominarem a Penísula Ibérica (o Gharb al-Andalus incluía o que é hoje o território português, o Alhambra demonstra como isso foi possível e não se pode dizer que a história não se repete) do mesmo modo que estão a erguer um Califado na Síria e no Iraque, há uma interrogação que devemos colocar: com o despovomento em curso, quanto tempo é que a malta de Lisboa e Porto demorará a pereceber a ocupação do interior?


 


 


 


 


 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

pior do que o mundial de futebol...

 


 


 


... é a emigração que, pelo quarto ano consecutivo, supera para aí no quádruplo a imigração. No último ano foram mais 60 mil pessoas. É uma emigração estrutural. Quem parte não regressará tão depressa e sabemos que "um milhão de portugueses reside noutro país da união.


 


São números preocupantes de vários pontos de vista, que afectam principalmente os sectores económico, demográfico e social e que alteram o nível da segurança social e da sustentação de todo o sistema. A população jovem está a abandonar país com consequências graves na natalidade.


 


 


 


 


 


 

sexta-feira, 30 de maio de 2014

e metemos 30 na mesma sala de aula

 


 


 


 


"Portugal "perdeu" quase um milhão de crianças em trinta anos", diz o INE, mas o Governo para além da troika decidiu, pela voz de Crato, que "(...)"uma turma com 30 alunos pode trabalhar melhor do que uma com 15. Depende do professor e da sua qualidade (...)" e retratou o que acontece nos países asiáticos com democracias muito musculadas. É mais um ministro que não consegue ter voz política ou que não está a defender a escola pública e a igualdade de oportunidades.


 


Com o empobrecimento associado à queda da natalidade e à alteração de sentido dos fluxos migratórios, exigia-se que Portugal aumentasse a qualidade do ensino e reduzisse o abandono escolar. E só quem nunca pôs os pés numa sala de aula de um país com as nossas características é que não pecebe a diferença entre 24 e 30 no limite do número de alunos por sala de aula.


 


domingo, 9 de fevereiro de 2014

assim vai a europa

 


 


 


 


Bem sei que a Suiça fez a escola na neutralidade e que tem sido uma das excepções na ideia de União Europeia (o que permite, por exemplo, a lavagem legal de dinheiro), mas as restrições à imigração são mais um sinal de que as novas gerações já não têm "memória" da segunda guerra. É de alguma forma o que se passa Portugal com a "memória" do que levou ao 25 de Abril de 1974. E tudo muito naturalmente, claro.


 


As gerações que decidiam na Europa, nas décadas de vinte e de trinta do século passado, não levaram qualquer vacina especial e, em termos históricos, estão à distância de um piscar de olhos. Os europeus que defendem estas restrições só perceberão os efeitos da coisa se um dia sentirem na pele a sua aplicação.


 


 



 


 


  


 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

o inverno da investigação

 


 


 


Dentro de duas décadas, se tanto, não teremos investigadores dedicados às Humanidades e Ciências Sociais e será difícil contratar professores para essas áreas.


 


A perplexidade com o desleixo do MEC acentua-se quando percebemos a preocupação de Nuno Crato com a formação de alguns professores do primeiro ciclo (onde há excesso de oferta) enquanto reduz a carga curricular nas Humanidades e Ciências Sociais (para não falar das Artes, das Expressões ou das disciplinas das ciências experimentais) e provoca ainda uma hecatombe na investigação nessas áreas. Entretanto, um SE do Governo propõe-se aliciar imigrantes de "elevado potencial" e despreza os jovens adultos que emigram diariamente.


 



"1. Este ano o Inverno chegou à investigação das Humanidades e Ciências Sociais com a força de uma hecatombe. Um autêntico desastre, de consequências imprevisíveis, a revelar uma total desorientação por parte de quem nos governa! A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), sob tutela do Ministério da Educação e Ciência, com responsabilidades no financiamento da pesquisa em Portugal, perdeu o controlo sobre o processo de atribuição de contratos de investigação por cinco anos.(...)No que respeita às ciências sociais e humanas, há dois aspectos interligados que podem ajudar a perceber as referidas faltas de autonomia e autoridade. Refiro-me à remodelação do Conselho Científico na mesma área, que se politizou partidariamente e para o qual o ministro da tutela começou por nomear a sua própria mulher e um amigo de juventude, director de um centro de investigação sempre mal classificado pela própria FCT."


 


 



 


 


 


 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

nem dá para acreditar

 


 


 


 


O membro de Governo Pedro Lomba quer aliciar imigrantes de "elevado potencial" quando o país vê saírem todos os dias os seus jovens adultos da geração mais formada de sempre. Estes governantes parece que gozam com a desgraça alheia para além de usarem uma linguagem que irrita um bocado.


 


 



 


 


 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

o futuro mora num lado mais ou menos distante

 


 


 



 


 


 


Sei o que foi, no final da adolescência, abandonar o país onde nasci porque o caos social tornava a vida "impossível". Custou-me virar as costas aos lugares e despedir-me da família e dos amigos com o conforto incessante das lágrimas misturado na certeza de um futuro que aquelas idades imortalizam.


 


Os nossos jovens adultos manifestam um amor comovente a Portugal, mas convencem-se que o futuro mora num lado mais ou menos distante. O seu discurso enaltece o sistema escolar português. Nos últimos anos, o mainstream não tem parado de abater o que se fez no nosso ensino. Apesar de todas as "reformas compulsivas" e do fenómeno, comprovado, de má privatização de lucros, há resultados que se evidenciam. É bom que também se evidencie a agenda dos mentores.


 


 



 


 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

claro que é imperdoável

 


 


 


O Governo afirmou-se para além da troika, anunciou o empobrecimento irreversível e convidou os jovens adultos a emigrarem. Foi assim em 2011.




Dois anos depois, e quando se sabe que Portugal é o único país da troika a sair da crise com menos população e que está com sérios problemas demográficos, o primeiro-ministro anda por aí a corrigir o discurso. É lamentável. Passos Coelho diz inverdades, é impreparado, é radical em termos ideológicos e é atrevido como se verificou na campanha eleitoral. Só lhe resta uma saída, realmente. O que o país menos precisava era deste tipo de experimentalismo irresponsável.


 


 



 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

alerta vermelho

 


 


 


Se não contrariarmos a tendência descrita na imagem, a breve prazo os indicadores serão difíceis de reverter até porque estarão acompanhados de taxas novamente arrasadoras no abandono e insusesso escolares.


 


 



 


 


 


 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

a vez de angola

 


 


 


 


 



 


 


 


 


As relações entre Angola e Portugal conhecem uma fase que se relaciona com a nossa condição de protectorado. Nem os dirigentes políticos da Guiné-Bissau, como dizem os angolanos, permitem tamanha devassa do seu país. Estamos, ainda na inspiração angolana, mais abaixo do que a Guiné-Equatorial. É toda uma malta como uma cultura meritocrática muito estratificada.


 


"Desde 9 de Janeiro de 2013 que é preciso visto para entrar em Moçambique, disse-me alguém da TAP. A embaixada de Moçambique em Lisboa só emite 30 vistos por dia e as filas de espera formam-se às 04h00 da madrugada, acrescentou. O visto só é concedido com uma série de garantias, tal a degradação da vida em Maputo para muitos dos portugueses."


 


Ainda estará na memória, mesmo que curtíssima, o que se fazia no aeroporto da Portela com a proibição de entrada aos moçambicanos e angolanos que nos imploravam refúgio. Mas que grande lição da história. Muitos, como os que estão na imagem, advogaram a proibição e depois estimularam os seus compatriotas a passarem pela humilhação made-in-mozambique como se fosse uma oportunidade. Aos oportunistas nunca escapa o conceito de oportunidade, como se observa com as trapalhadas de Rui Machete que podia muito bem figurar na imagem.









sábado, 8 de junho de 2013

relações

 


 


 


 


Na primeira página do Expresso as notícias relacionam-se. Uma segunda legislatura de Passos requer um investigação científica à nossa senhora de Fátima, os turistas desviados da Turquia compensam a emigração de Bava e explicam finalmente a sugestão prospectiva do ainda primeiro-ministro que não contava com a revolta dos professores.


 


 



 


 


O que se espera mesmo é que as duas próximas notícias não se relacionem. O apelo de Passos é tão imberbe, mais parece que está a gozer, que se deve temer se não há qualquer relação com o jeito tradicional da FNE para sei lá o quê. Só faltava que esta central sindical também não percebesse a séria dimensão da revolta dos professores.


 


 



 


 


terça-feira, 19 de março de 2013

a vez do luxemburgo

 


 


 


 


 


 



 


 


 


Diz a RTP que dos 500 mil habitantes do Luxemburgo 100 mil são portugueses e que a actualidade de muitos emigrantes é catastrófica. Há pessoas com filhos pequenos que nem a escola frequentam e a total "ilegalidade" impede qualquer rendimento. É já numeroso o regresso promovido pelo consulado português, a exemplo do que acontecia nos tempos que pensávamos irrepetíveis.


 


A partir de 9 de Janeiro de 2013 é preciso visto para entrar em Moçambique, disse-me alguém da TAP. A embaixada de Moçambique em Lisboa só emite 30 vistos por dia e as filas de espera formam-se às 04h00 da madrugada, acrescentou. O visto só é concedido com uma série de garantias, tal a degradação da vida em Maputo para muitos dos portugueses, complementou.


 


Ainda está na nossa memória o que se fazia no aeroporto da Portela com a proibição de entrada a moçambicanos e angolanos que nos imploravam refúgio. Mas que grande lição da história. Muitos, como os que estão na imagem, advogavam a proibição e agora estimulam os seus compatriotas a passarem por esta humilhação como se fosse uma oportunidade. Aos oportunistas nunca escapa o conceito de oportunidade.


 

domingo, 6 de janeiro de 2013

a descer

 


 


 


 


 


Não me parece que a desorientação com a reindustrialização seja apenas um problema português. Dá ideia que a Europa está sem estratégia de crescimento e o problema não será apenas de liquidez.


 


Em Portugal há toda uma cratera (há quem lhe chame corrupção) bancária por tapar e logo se viu que os 4 mil milhões de euros da refundação eram uma invenção e uma fuga para a frente misturada com a ideologia para além da troika.


 


Não admira que 30%, e com tendência para aumentar, dos portugueses já estejam fora da economia e que dependam dos seus emigrantes para sobreviverem.


 


 



 


Daqui