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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

A trilogia de Centeno: lapso por desatenção, conversão ou taticismo?

 


 


Há uma dicotomia no aproveitamento europeu dos impérios: Grécia, Itália, Espanha e Portugal (nem todos na mesma escala) não mantiveram muitas das riquezas materiais até à actualidade; pelo contrário, Holanda, Bélgica, Noruega, Reino Unido, Suécia, Alemanha e França (e ainda a Suiça e o Luxemburgo) mantêm os domínios essenciais. E não basta olhar para a bandeira das multinacionais europeias bem sucedidas. Há ainda negócios de biliões que passam pela energia e existem interesses fundamentais no ouro e nos diamantes (até nos de sangue). É também isso que o eurogrupo não deve esquecer quando analisa as políticas de austeridade e as acusações de despesismo dos povos do sul. Aliás, a bandeira portuguesa, hasteada no ponto mais setentrional da Europa, é um bom ponto de partida histórico que Centeno não desconhecerá.


 


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Sagres. Agosto de 2018.


 


 


 

sábado, 9 de dezembro de 2017

"O euro de 2008 e o euro de 2018 não são a mesma moeda"

 


 


Assim de repente, a frase que escolhi para título deixou-me surpreendido. É que ouvi uma entrevista radiofónica ao ministro da educação e não apreciei as analogias entre políticas da educação e resultados de futebol. E confirmei de tal modo as piores expectativas, que quando li o título pensei em euro 2008 como campeonato da europa de futebol; afinal, esse foi em 2004.


"O euro de 2008 e o euro de 2018 não são a mesma moeda". "Estou convicto de que vivemos, neste momento, uma janela de oportunidade, que pode ser única", diz Mário Centeno na sua primeira entrevista como presidente do Eurogrupo.


A mesma entrevista tem uma frase que tranquiliza o velocíssimo comentador Marcelo: "Mário Centeno garante que eleição para a presidência do Eurogrupo não vai provocar "alterações orgânicas no Ministério das Finanças""

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Do dia seguinte de Mário Centeno

 


 


 


 


Com a possibilidade de Mário Centeno presidir ao Eurogrupo, os analistas apressaram-se na desvalorização associada à impossibilidade de o Governo dar asas às ideias iniciais. A concretização da presidência desorientou-os; e não são os únicos. Mas mais: quem contraria os seus raciocínios, é de imediato arrumado na prateleira dos ingénuos. Ou seja, advogam o imobilismo e o fim da história. Esse cinismo nem se deve confundir com desistência, porque, em regra, defendem os interesses beliscados com o algoritmo inicial de Centeno. De qualquer dos modos, é em Bruxelas que muito se decide. Há que tentar. Algo mudou. No mínimo, os tempos de crise não são tão acentuados. O facto do Governo alemão precisar do SPD e prescindir dos liberais pode fazer alguma diferença. Veremos os próximos capítulos.