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quarta-feira, 6 de julho de 2016

da europa e do futuro

 


 


 



"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."




A lógica defendida por Niklas Luhman tem que ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, estão numa fase de saturação por entropia informacional? Há, no mínimo, sinais do fenómeno.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não estranha a regressão política e social. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.


 


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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

do pós-capitalismo?

 


 


 


 



"O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes."




A lógica defendida por Niklas Luhman tem de ser encarada pelas democracias europeias e pelas suas organizações. Os sistemas de informação, e o capitalismo de génese taylorista, que se foram construindo podem estar numa fase de saturação por entropia informacional.

As redes têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português (hiperburocracia e burnout são consequências da entropia associada ao taylorismo), temos razões para duvidarmos do "fim da história" e, pelo contrário, todos os motivos para afirmarmos que a história, e até a actualidade, não deve estranhar a regressão política e social e o consequente empobrecimento. Os sistemas assentes na confiança são mais exigentes, geram mais responsabilidade e, por estranho que hoje possa parecer, só se constroem com pessoas; dá ideia que passa por aqui alguma janela para o pós-capitalismo "num tempo de supressão do futuro e de absolutização do presente" (Daniel Innerarity em "O futuro e os seus inimigos"). E há outro argumento determinante: não "incomodam" a natural supremacia do hedonismo.


 


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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

do 20 ao 42

 


 


 


 


 


Luhmann considerava que “(...)esta redefinição de termos e relações implica uma viragem radical relativamente ao pensamento político europeu dominante e tem, como última consequência, o abandono definitivo do modelo organicista – de uma relação parte-todo, em que a posição central estava sempre reservada ao indivíduo.(...).


 


Na sua opinião, o homem perde a posição de centralidade no organismo social e é remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Torna-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes.


 


 


 


Luhmann, N. (2001:14).


A improbabilidade da comunicação.


Lisboa. Vega, Passagens.

no escuro

 


 


 


 


 


 


 


 


Se a responsabilidade é a pedra-de-toque de uma boa administração pública, é fundamental que se respeite a asserção: a autonomia não se decreta; exerce-se. É, contudo, oportuno lembrar a questão de Luhmann que nos interroga sobre os motivos que levariam um indivíduo a ser honesto no escuro. 


 


Luhmann, N. (1989).


La moral social y su reflexión etica.


Barcelona: Antropos






1ª edição em 28 de Novembro de 2012

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

da centralidade

 


 


O homem perdeu, no pensamento político europeu dominante, a posição de centralidade no organismo social e foi remetido para o exterior, passando a fazer parte do meio ambiente do sistema. Tornou-se uma causa para o aparecimento de problemas constantes e de complexidades crescentes.


 


A lógica defendida por Niklas Luhman tem de ser encarada pelas democracias europeias e pelas organizações que as integram. Os sistemas de informação que se foram construindo podem estar numa fase de saturação por crescente entropia informacional.


 


As redes de que tanto se fala têm uma exigência: a eliminação da centralidade. Se associarmos a sua impressionante ubiquidade aos modelos organizacionais vigentes, também no sistema escolar português, temos razões suficientes para duvidarmos do caminho que estamos a seguir e todos os motivos para afirmarmos que quem contraria, desta forma, a história e a actualidade não deve estranhar a regressão política e social e o consequente empobrecimento.