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sexta-feira, 10 de maio de 2013

quem os viu

 


 


 


 


Quando os professores classificavam a avaliação que lhes queriam impor como um monstro de burocracia ou um processo brutalmente injusto e inaplicável, apareciam senadores com acusações de corporativismo ou de falta de patriotismo.


 


Passaram poucos anos e lemos coisas bem mais radicais por parte dos acusadores. Seria injusto se os acusássemos de pensionistas gananciosos, com falta de amor ao próximo e à nação e que se escudam atrás de uma simulada cidadania.


 


 


 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

naturalmente ou nem por isso?

 


 


Se a esperança de vida aumenta, o limite mínimo para a entrada na reforma tem de subir; naturalmente. O estado social não aguenta reformas aos 50 e poucos anos nem ausência de tectos máximos para o valor das pensões. São ainda mais insuportáveis as situações de benesses ilimitadas que se concretizam em valores chocantes e em duplas e triplas pensões. O governo parece que vai exigir 57 anos de idade em vez dos actuais 55.


 


Já escrevi vezes sem conta sobre os motivos que levam os professores mais experientes a dizerem basta: são o número mais significativo dos fugitivos e é a classe profissional que conheço melhor. Fazem-no com penalizações que quase que chegam aos 50% e que se traduzem em pensões com valores à volta do milhar de euros. É incrível como este inédito êxodo não põe os sucessivos responsáveis a pensar, sem ser em vésperas de eleições.


 


Não ha país ou instituição que avance sem mobilização, sem lideranças bem legitimadas e em que não se desenvolva o princípio da autonomia associado à responsabilidade. Mais ainda quando uma crise grave se instala. A confiança tem de ser sempre a palavra-chave da mobilização, com todos os riscos que se correm pela existência de oportunismos variados. E tudo piora se em vez da auto-crítica e da resposta informada e competente, os responsáveis se desdobram na invenção de fantasmas externos. No sistema escolar estão bem identificadas as causas que têm implicações directas e indirectas na diminuição da despesa e no aumento da mobilização. Se existir vontade e conhecimento, uma parte importante dos constrangimentos podem ser ultrapassados. O curto prazo implora-o e o médio prazo não aceita outro caminho.

sábado, 29 de janeiro de 2011

o estranho caso do pensionista português

 


 



 


 


 


Não é o primeiro. Há já uma quantidade interessante de pessoas que opta pela reforma em detrimento do vencimento. Mais um estudo de caso do sistema português de falências.


 


Provedor de Justiça prescinde de vencimento e mantém reforma de juiz conselheiro


 


 




sábado, 2 de outubro de 2010

comentários e cortes

 


 


Só há pouco estive a ler os comentários aos posts dos dias anteriores. Um, do Valdemar Brito neste post, vai ao encontro de uma questão que tem sido muito discutida: os cortes nas pensões e a sua sintonia com os tesouradas nos salários. Há tempos dizia-me um especialista: se se corta nas pensões, será muito difícil repor o valor.


 


O que é um facto, e é o que salienta o referido comentário (corrigi uma ou outra gralha), existe uma clara injustiça: "E os pensionistas? Estou no décimo escalão (topo) e jantei noutro dia com um grupo de reformados. Quase todos se reformaram no 9º e ganham bem mais do que eu. Não devia haver uma indexação? Quando se corta a uns devia cortar-se a outros".


 


Tenho ideia que a situação vigente é insustentável. Não tarda, temos salários que não atingem 50% do valor de uma pensão de reforma da mesma categoria profissional e com a agravante dos profissionais no activo terem no horizonte um valor de reforma ainda mais reduzido do que o valor do salário actual.


 


A única opinião especializada que encontrei, foi a que li no Jornal de Negócios online, aqui. O economista Silva Lopes classifica como imoral a ausência de corte nas pensões mais elevadas. Todavia, depois espalha-se nos números dos aumentos salariais dos professores.


 


É, sem dúvida, um debate inevitável.