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terça-feira, 14 de maio de 2013

pela enésima vez

 


 


 



 


 Gráfico obtido no blogue do Arlindo Ferreira.










 


 


 Gráfico obtido no Pordata.


 


 


 


As palavras nunca estão gastas, mas cansa o retorno (eterno ou efémero?) do Governo à relação entre a natalidade e o número de professores, omitindo os achamentos essenciais, a estrutura curricular, a número de alunos por turma e a gestão escolar.


 


Se cruzarmos os dados dos dois gráficos, vemos que a natalidade desceu para cerca de metade de 1970 a 1990 (de 20,8 para 11,7), que de 1990 a 2010 teve uma ligeira quebra (de 11,7 para 9,2) e ninguém garante (a não ser o empobrecimento e o estímulo emigratório) que a curva não continue estável (o contrário levaria ao nosso desaparecimento e nem valia a pena estarmos com coisas).


 


Neste milénio, o número de matrículas no 1º ano de escolaridade atingiu um pico em 2006 e só agora é que esses alunos chegam ao 3º ciclo.




Ou seja, nos próximos sete a oito anos não vamos necessitar de menos professores (só se continuarmos com cortes a eito na carga curricular e com aumentos nos horários dos professores e no número de alunos por turma que baixarão ainda mais a qualidade do ensino) nos 2º e 3º ciclos e no ensino secundário e mais se evidencia se conseguirmos que cerca de metade dos alunos não abandonem a escolaridade no 10º ano.




Também concluímos que em 2016 precisaremos do mesmo número de professores que tínhamos em 2007 já que os alunos matriculados em 2010 eram em número semelhante a 2001. Se considerarmos a razia já realizada (os números de 2013 serão concludentes), haverá justificação para a redução de professores mas em número muito inferior ao já verificado.


 


Aconselho a leitura de um post que escrevi num momento também fastidioso sobre este assunto.


 


 


 


 


Já usei parte destes argumentos noutro post.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

aquela coisa dos fantasmas

 


 


 


 


 


 


Convenço-me que já são poucos os que não classificam como trágica a passagem de Lurdes Rodrigues e José Sócrates pelas políticas do sistema escolar e que este Governo acentua com a crença ideológica do estado mínimo. Os últimos Governos do PS foram uma oportunidade perdida que deixou a esquerda à deriva e que impede uma oposição credível à nova vaga devastadora da escola pública que se aproxima.


 


Não é fácil para o actual PS libertar-se dessa herança e encontrar as convicções e as políticas que possibilitem e regresso ao equilíbrio é à sensatez. O ex-presidente Jorge Sampaio está preocupado e não deve desconhecer o que o actual Governo se apressa em escamotear insistindo nos números de 2009: Portugal investiu, em 2012, 3,8 do PIB (regredimos mais de 20 anos numa queda abrupta) em Educação que é o valor mais baixo da Europa.




O ex-presidente disse, em 2005, que os professores trabalhavam pouco, promoveu uma viagem ao Chile que inspirou os mentores do monstro da avaliação de professores e, em Outubro de 2009, classificou a avaliação de professores como uma das causas da bancarrota.




Dá ideia que está a alterar as suas convicções. Foi lamentável o que se passou, repito. O que leva anos a construir pode destruir-se num ápice e exige um esforço redobrado para reerguer.


 


Portugal não terá prosperidade sem investimento na Educação