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quarta-feira, 10 de abril de 2013

mais com menos?

 


 


 


 


 


Quando Nuno Crato repete o chavão de que se fará mais com menos, sinceramente que não percebo a operacionalização da coisa. Se o sistema produzisse material (lembro-me dos alfinetes de Adam Smith) mais mensurável do que o vasto conhecimento das sociedades modernas, bastaria reduzir as pessoas e aumentar as horas de produção. Mesmo assim, qualquer manual de economia aconselharia a que se equacionasse a divisão do trabalho e a extensão do mercado para que os resultados não fossem inversos.


 


Portugal tem um despesismo ligado à organização e ao tratamento da informação (a estafada má burocracia) a que o sistema escolar não escapa. Embora essa realidade dificulte o ensino, os indicadores mais variados são peremptórios: fizemos muito mais porque envolvemos mais pessoas e mais recursos nas últimas décadas. A qualidade do ensino também teve avanços significativos e para todo esse progresso muito contribuiu a melhoria dos diversos indicadores da sociedade (redução da pobreza e por aí fora).


 


Foi isso que o Conselho Nacional de Educação veio hoje sublinhar (no linque indicado, no Público, encontrei o gráfico deste post) ao considerar dramática a situação do sistema escolar. Sobre o mesmo assunto, o Sol diz que os alunos portugueses chumbam menos e já têm melhores resultados do que alemães e franceses e o DN afirma que os alunos carenciados conseguem resultados acima da média.


 


O gráfico é elucidativo. Temos muito mais a fazer, mas com a carga curricular desenhada nos achamentos do actual ministro, com menos condições para a profissionalidade dos professores, com mais alunos por turma e com um modelo de gestão escolar que dificulta o apoio aos alunos com mais dificuldades e que lança menos condições organizacionais, os resultados piorarão e corre-se o risco de se perderem os avanços das últimas décadas. E tudo se agravará com uma sociedade mais pobre.


 


O investimento (no gráfico escreve-se despesa) em Educação já está com números de 2001 e em percentagem do PIB com indicadores semelhantes a 1989.


 


 


terça-feira, 12 de março de 2013

já cortámos, e muito, em educação

 


 


 


 


 


Já cortámos, e muito, em Educação. A percentagem do PIB que investimos em Educação já desceu para 3,8% e espera-se pelos próximos números. E é bom que se sublinhe que as PPP´s escolares (parque.escolar.sa. e algumas cooperativas de ensino) continuam a saga do desperdício.


 


Se 20% do PIB vai para pensões e cerca de 6% para a saúde, já cansa um bocado ouvir que ainda não se cortou em Educação. Já recuámos mais de 20 anos, como se pode ver no gráfico, e com cortes em disciplinas fundamentais (humanidades e artes), na qualidade de ensino e na gestão escolar. Saíram cerca de 30000 professores e mais de 10000 num recente despedimento colectivo.


 


 


 


 


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

não dá posse

 


 


 


 


 


A presidente da Assembleia da República não dá posse à comissão para os cortes de 4 mil milhões de euros porque os partidos da oposição não estão representados. Seguiremos os desenvolvimentos.


 


Sabemos que os cortes que se pretendem para o sistema escolar, e a exemplo do que aconteceu no verão passado, podem ser perpetrados sem a aprovação de uma comissão deste género em mais um sinal do estado de excepção.




Sabemos que a maioria que governa deseja o apoio do PS e veremos como é que situação interna deste partido influenciará a oposição veemente que se aguarda. Se o investimento em Educação já caiu para 3,8 do PIB, onde ficará o número se os radicais ideológicos do Estado mínimo prevalecerem.


 


Não há administração pública que resista a tanto corte a eito e sem qualquer mobilização das pessoas.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

aquela coisa dos fantasmas

 


 


 


 


 


 


Convenço-me que já são poucos os que não classificam como trágica a passagem de Lurdes Rodrigues e José Sócrates pelas políticas do sistema escolar e que este Governo acentua com a crença ideológica do estado mínimo. Os últimos Governos do PS foram uma oportunidade perdida que deixou a esquerda à deriva e que impede uma oposição credível à nova vaga devastadora da escola pública que se aproxima.


 


Não é fácil para o actual PS libertar-se dessa herança e encontrar as convicções e as políticas que possibilitem e regresso ao equilíbrio é à sensatez. O ex-presidente Jorge Sampaio está preocupado e não deve desconhecer o que o actual Governo se apressa em escamotear insistindo nos números de 2009: Portugal investiu, em 2012, 3,8 do PIB (regredimos mais de 20 anos numa queda abrupta) em Educação que é o valor mais baixo da Europa.




O ex-presidente disse, em 2005, que os professores trabalhavam pouco, promoveu uma viagem ao Chile que inspirou os mentores do monstro da avaliação de professores e, em Outubro de 2009, classificou a avaliação de professores como uma das causas da bancarrota.




Dá ideia que está a alterar as suas convicções. Foi lamentável o que se passou, repito. O que leva anos a construir pode destruir-se num ápice e exige um esforço redobrado para reerguer.


 


Portugal não terá prosperidade sem investimento na Educação


 


domingo, 16 de dezembro de 2012

o público voltou a errar

 


 


 


uma vez o Público errou em matéria de Educação e a coisa repetiu-se.


 


Na notícia que diz que a despesa em educação em percentagem do PIB será a menor da União Europeia, também se escreve que "(...)O PÚBLICO questionou o MEC sobre esta diferença e também sobre o universo de comparação que está na base do cálculo das reduções previstas para 2012, mas não obteve respostas.(...)". Ora aí está o erro.


 


Quem tem de responder a estas coisas é quem manda politicamente e que vai de Relvas a Gaspar. Haverá um ou outro ministro com presença política, parece que na saúde é assim, mas no caso da Educação dá ideia que se limitam a um corropio de pequenas vaidades e de propagandas.