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quinta-feira, 8 de outubro de 2015

atenções e contradições

 


 


 


Entrou na estação de metro, tirou o violino da caixa e tocou 45 minutos para a multidão na hora de ponta matinal. Foi praticamente ignorado. Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executou peças consagradas num raríssimo Stradivarius de 1713 de mais de 3 milhões de dólares. Uns dias antes tocou no Symphony Hall de Boston com bilhetes a 1000 dólares. A ideia do Washington Post foi lançar um debate sobre valor, contexto e arte.


 


 



 

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

injustiça e brutalidade

 



Ouvi um encenador e actor de teatro referir-se ao momento final como a "Grande Empresa da Morte". Foi a primeira vez que escutei tal expressão.

Lembro-me de ter pensado mais ou menos isto: a "Grande Empresa da Morte" é brutal, não olha a equidades nem a virtudes, apanha-nos sempre desprevenidos e actua quando menos se espera; tem uma tentacular máquina - de matérias, de sentimentos e de encenações - montada à sua volta; a "Grande Empresa da Morte" é implacável e invencível.

Dias depois recebo a trágica notícia: faleceu a minha querida amiga Maria da Purificação Nunes Santos Sebastião, uma pessoa muito superior.
Foi duro, muito duro. Passei por aqui e a única coisa que consegui teclar foi o título, brutalidade e injustiça, e um ponto final. Suspendi as publicações para os dias seguintes e partilhei com os familiares e amigos a mais profunda das dores.

A dor substituiu as palavras e restou-nos a lembrança de uma grande amizade significada em cada um dos dias.

Obrigado Purificação. Descansa em paz.