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Celestino Mudaulane (Moçambique). "O mundo dos contrastes".
Exposição "Artistas comprometidos? Talvez".
Fundação Calouste Gulbenkian, Agosto de 2014.
O sistema escolar desespera por um tempo de humanidade(s) - e de artes -: nos currículos, mas simultaneamente na ideia de escola. Se o Governo já cumpriu uma agenda e tenta a oxigenação do algoritmo de Costa&Centeno no sítio, quem diria, que o travou e desprezou, é tempo de olhar para o futuro do sistema escolar contrariando a absolutização do presente imposta recentemente. À desumanização da ideia de escola instituída por Sócrates&Rodrigues, seguiu-se a desumanização curricular de Passos&Crato. Esta última observação serve de memória para a primeira linha a inscrever no programa de afirmação do algoritmo.

A muito boa exposição, "José de Almada Negreiros: uma maneira de ser moderno", "está patente no Fundação Calouste Gulbenkian" até 5 de Junho de 2017 e requer mais do que uma visita tal a diversidade da obra; e as filas de espera. "Esta exposição antológica mostra a obra de um artista que catalisa a vanguarda nos anos 1910 e atravessa todo o século XX."
"Isto de ser moderno é como ser elegante: não é uma maneira de vestir mas sim uma maneira de ser. Ser moderno não é fazer a caligrafia moderna, é ser o legítimo descobridor da novidade."
José de Almada Negreiros, conferência O Desenho, Madrid 1927
Entrou na estação de metro, tirou o violino da caixa e tocou 45 minutos para a multidão na hora de ponta matinal. Foi praticamente ignorado. Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executou peças consagradas num raríssimo Stradivarius de 1713 de mais de 3 milhões de dólares. Uns dias antes tocou no Symphony Hall de Boston com bilhetes a 1000 dólares. A ideia do Washington Post foi lançar um debate sobre valor, contexto e arte.
O surrealismo, como corrente artística de vanguarda que definiria os caminhos do modernismo entre as duas grandes guerras do século XX, está vigente no liberalismo que comanda o país e a maioria das suas instituições.
Ansiamos por uma saída para o estado em que vivemos e um olhar para o surrealismo ajudaria a reencontrar o caminho da modernidade, mesmo para os que atingiram um qualquer pico de adrenalina como foi o caso do deputado trauliteiro do PSD, Carlos Abreu Amorim, que agora se confessa: "Já não sou um liberal. O Estado tem de ter força".
Ou seja, primeiro destrói-se e depois confessa-se. E aí voltamos à análise do surrealismo. A saída do estado surreal só se consegue com muita psicanálise. É bom recordar que a corrente de Sigmund Freud penetrava no inconsciente e isso influenciou decisivamente o surrealismo como actividade criativa.
Pintura de Vladimir Kush.
Celestino Mudaulane (Moçambique). "O mundo dos contrastes".
Exposição "Artistas comprometidos? Talvez".
Fundação Calouste Gulbenkian, Agosto de 2014.
É nos mesmos centros cerebrais que se sente a beleza de uma equação ou de uma obra de arte. A conclusão tem tanto de óbvio como de justo e questiona mais uma vez os desmandos dos descomplexados competitivos que nos governam.
É justo para os matemáticos que tantas vezes assistem ao desdém dos "agentes culturais", mas é também uma lição para os que usam o preconceito que despreza a importância dos ensinos das humanidades ou das artes.
Não é por acaso que os jovens investigadores em ciências exactas atrasam o interesse por outras belezas enquanto se aborrecem com a incompreensão dos outros em relação às suas visões e sentimentos.
Também se compreende ainda melhor os que defendem que as lideranças nas organizações se caracterizam por um único exercício: discorrer a propósito de uma obra de arte.
A Escola Básica Integrada de Santo Onofre (1993) foi pioneira na leccionação em tempo curricular, no primeiro ciclo, das denominadas expressões e das línguas estrangeiras por especialistas dos outros ciclos de ensino. O modelo foi interrompido em 2010 e sobrevivem algumas boas vontades no enriquecimento curricular. Noutro dia registei uma inigualável pista para caricas.
A Xaneca Carvalho enviou-me um mail que começa assim: "Tudo começou em meados do ano passado quando o grupo João Ferreira dos Santos ganhou a representação do grupo Fiat em Moçambique. Ao pensar na inauguração do stand, Luís Marinho Falcão, director geral da YoungNetwork, a empresa responsável pelo evento, sugeriu que se pedisse a Malangatana para pintar um carro. “No início, acharam que eu era doido”, contou a rir, acrescentando que a ideia acabou por pegar.(...)"
O melhor mesmo é ver o vídeo.