quarta-feira, 23 de junho de 2010

política de transportes na educação

 


 



 




Aparece-me várias vezes na superfície da memória a frase de Gonçalo M. Tavares (um escritor que nunca me canso de admirar):


"A politica parece cada vez mais uma administração de palavras e não de coisas. Não se trata já de transportar pesos, de “deslocar” acontecimentos de um lado para outro, trata-se antes, e primeiro, de um transporte de vocábulos".



E que vocábulos?

Consideremos quatro: simples, complicado, fácil e difícil. É voz corrente que simples é sinónimo de fácil e que complicado é sinónimo de difícil.


A experiência portuguesa no sistema escolar diz-nos: as soluções complicadas são fáceis de encontrar e é muito difícil achar uma solução simples.

A elaboração de uma solução simples só está ao alcance de muito trabalho e de muito estudo; difícil, portanto.



Por outro lado, e pela lógica mais elementar, é fácil complicar nem que seja pelo raciocínio de que ao mega-agrupar escolas se está a reduzir a despesa.


Tenho ideia que se deslocará problemas de uns sítios para outros.





7 comentários:

  1. infelizmente assim parece cada vez a mais discussão , argumentação e de acções pouco ou nada se vê, alias essas ficam adiadas sempre para quem vier a seguir , é a politica do quem vier atrás que feche a porta e resolva , o pior é que nunca ninguém resolve nada sobre coisa nenhuma passam o tempo todo a discutir e as soluções ficam sempre adiadas

    ResponderEliminar
  2. Olá Nuno. Sê optimista meu amigo. Quem escreve como tu, tem essa obrigação. Aquele [] e obrigado.

    ResponderEliminar
  3. Olá. Sim, claro. Abraço e obrigado pela visita.

    ResponderEliminar
  4. Improvável... também claro, Já passei pelo tal blogue mas não encontro o texto. Abraço e obrigado.

    ResponderEliminar
  5. Gonçalo Tavares é maravilhoso. Jerusalém é um livro maior.

    ResponderEliminar