Não me quero repetir, mas haverá alguém responsável pela presença numa qualquer mesa de negociação que não tenha percebido, ainda em 2009, que não haveria aumentos salariais nem progressões na carreira nos próximos anos? Ou não repararam na chuva de milhões que foram metidos nos mercados para que a grande depressão não acontecesse de imediato? Se não viram nada disto é grave. Eu vi, e sou apenas um blogger não alinhado, e escrevi-o vezes sem conta; como aqui.
Por isso, é quase obsceno remediar o que se está a assistir com devaneios do tipo: mas os professores voltam a garantir as progressões na carreira. Logo no mesmo dia leram o que está aqui para que ninguém se esqueça: neste e nos próximos anos não existirão progressões e quanto a aumentos salariais será melhor meter outro vocábulo na nomenclatura: reduções.
Se já se sabia que seria assim, se os titulares (a divisão, salvo seja) e o monstro da avaliação se derrotaram a si próprios, e pela acção dos professores, ainda em finais de 2008, digam-me por favor: o que é que negociaram da gestão escolar, dos horários dos professores, da rede escolar, do inferno da burocracia, da escola a tempo inteiro, dos salários dos professores das AEC´s e por aí adiante.
Mas o que mais me aborrece é o seguinte: como é que os resultados do primeiro ciclo de avaliação influenciam a graduação em concurso dos professores contratados? Digam-me lá?
Francamente; muito francamente. Não assinaria um qualquer acordo sem que questões como esta estivessem decididas de forma inequívoca.
Os resultados afinal contam? Não sabia.
ResponderEliminarNão concordo. Os sindicatos não governam. Conseguiram o possível. A plataforma é constituída por enorme diversidade. Onde estão os outros?
ResponderEliminarOlá Paulo boa noite,
ResponderEliminarO problema é que essas questões até parecem que nunca foram ponderadas, com a devida seriedade, por quem quer que seja!
Um abraço, Marco Santos
ResponderEliminarParece que andamos todos( quase todos) a dormir.
Excelente trabalho Paulo.
Andaram aí a fazer demagogia com a estória dos titulares. Claro que a divisão da carreira era um absurdo. Parece que este era a fonte de todos os males. No entanto, nas escolas, foram os titulares que apanharam com uma enorme carga de trabalhos para fazer funcionar os orgãos pedagógicos, sem qualquer contrapartida, note-se. Agora, caem os titulares, mas mantém-se a divisão de carreira, de uma forma mais encapotada, mas muito mais gravosa. A Fenprof congratula-se com isto...fraca coisa. Assinaram um acordo em troca de nada. Quem faz,afinal,o jogo do governo?
ResponderEliminarViva Marco.
ResponderEliminarTens razão e ponto final.
Força aí.
Abraço.
Viva Donatien.
ResponderEliminarÉ importante o ponto de vista que aqui expressas; muito importante mesmo, se me permites