domingo, 30 de janeiro de 2011

xxxx-bravismo (a primeira parte desta palavra composta está na imagem)

 


 


 



 


(O pato está esqueleto,


mas o bravismo não desarma)


 


 


Falar "apenas" do que se sabe deveria ser obrigatório. Mas neste caldo de cultura bullshit (conversa da treta) que é a fatia maior da comunicação social actual, e em que as nossas finanças bancárias estão num estado semelhante ao da imagem, a manipulação do poder na democracia mediatizada atinge a raia da patologia.


 


Era claro se o governo dissesse que inventou a astronómica despesa nas escolas secundárias para dar uma resposta ao colapso financeiro e à crise que flagelou o nosso ramo imobiliário (essa resposta económica ficou a cargo da muito polémica parque escolar.sa).


 


Considerar que o sucesso escolar depende em grande parte das condições materiais das instalações onde se realiza é desconhecedor. Aproveitar um momento de chuva de euros emprestados para enunciar que o desastre que se abateu, desde 2005, sobre as escolas públicas é algo que será positivamente recordado mais tarde é uma descomunalidade. Não se pode, e não se deve (sublinho-o com a toda a veemência de que sou capaz), acreditar numa pessoa que faça uma afirmação dessas. Considero-a perigosa para a democracia (tudo o que escrevi foi bem pesado).


 


Sócrates: “Educação é o grande projecto para Portugal”

5 comentários:

  1. C-E-R-T-E-I-R-O LOL!!!!!

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  2. Eu pergunto muitas vezes aos meus alunos: "Mas o que é que vocês vêm fazer à escola? Porque precisam de estar atentos e concentrados nas aulas? Tudo o que vocês têm que aprender está nos manuais escolares. É só dedicarem o vosso tempo a estudá-los em casa, proporem-se a exame no final de cada ciclo e têm a escolaridade completa. Se calhar, não precisam da escola para nada." Eles, com idades entre os 12 e os 17 anos, compreendem a mensagem: o verdadeiro papel da escola e dos seus professores. Agora eu pergunto: "Ò senhor primeiro ministro, compreende o que eu disse? Sim? Entende o senhor que investir na educação é apenas criar infra-estruturas? Roubar tempo em contexto de sala de aula, mas em actividades não curriculares, é investir na educação?" Sabe o que lhe digo: neste momento sou eu quem precisa de arranjar um professor, ou uma salinha de estudo acompanhado, para que me expliquem melhor esta matéria, porque eu, francamente, não percebo nada disto...

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  3. Para Sócrates e para a sua risonha ministra, a educação em Portugal resume-se a...paredes!!! Tijolos!!! Não devia! Sabem porquê? Porque as paredes aguentam-se se tiverem bases fortes. E na educação a grande base são os professores, os quais têm sido enxovalhados, humilhados, total e completamente enfraquecidos por governos sócratico/socialistas. Este país vai levar DÉCADAS até recuperar alguma dignidade na educação (por mais milhões que se GASTEM em paredes).

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